Manifestantes querem arquivar projeto de hidrelétricas no Rio Tapajós

Em manifesto realizado na tarde de quinta-feira, 04, na orla de Santarém, centenas de pessoas pediram o arquivamento do projeto de construção de sete usinas hidrelétricas na bacia do Rio Tapajós, no Oeste do Pará. Após a concentração na área do Bosque da Vera Paz, os manifestantes saíram em passeata pela Avenida Tapajós, no bairro do Laguinho.

Estudantes, ambientalistas, lideranças indígenas e representantes da Sociedade Civil Organizada repudiaram o plano do Governo Federal de construir os empreendimentos em plena Floresta Amazônica. Depois de chegar ao prédio do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), a coordenação do Movimento entregou um documento a gerencia local pedindo o fim do projeto no rio Tapajós.
O Governo Dilma Rousseff, segundo o membro da Frente em Defesa da Amazônia (FDA), padre Edilberto Sena, insiste na construção de grandes usinas hidrelétricas nos rios da Amazônia. Ele explica que além da UHE Belo Monte, que está sendo empurrada “goela abaixo” dos povos do Xingu, agora o Governo pretende construir um Complexo Hidrelétrico nos rios Tapajós e Teles Pires.
“A energia a ser gerada, tal qual em Belo Monte, servirá tão somente para as grandes empresas do Centro-Sul do País e paras multinacionais que atuam na Amazônia como ALCOA e MRN”, denuncia o religioso.
Para ele, os tecnocratas do Governo mais uma vez querem empurrar tudo contra a vontade da população. Padre Edilberto afirma que o Governo não quer ouvir a vontade dos povos indígenas, desrespeitando a Convenção 169 da OIT e a Constituição Federal, pretendendo decidir tudo nos gabinetes de Brasília.
Não podemos deixar isso acontecer! O povo Munduruku que vive às margens do rio Tapajós está organizado para exigir os seus direitos. Mas essa luta não é só deles. É uma luta de todos nós”, ressalta o religioso.
Fonte: RG 15/O Impacto

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