Justiça acata ação do MP/AL e condena ex-gestores de Igreja Nova a pagarem multa
Após
ação civil pública ajuizada pelo promotor de Justiça Adivaldo Batista
de Souza Júnior do Ministério Público do Estado de Alagoas, por meio da
Promotoria de Justiça de Igreja Nova, o Juízo de Direito da Vara do
Único Ofício da comarca, proferiu sentença contra o ex-prefeito do
Município, Neiwton Silva, e o ex-secretário municipal de Finanças, Paulo
Roberto de Oliveira Silva, por atos de improbidade administrativa
durante a gestão em 2005. Os dois gestores foram condenados a pagar uma
multa no valor de dez vezes o montante desviado dos cofres públicos.
A
Polícia Federal instaurou o inquérito policial, que acabaria
desencadeando a operação Gabiru, responsável por identificar diversas
ilegalidades praticadas em municípios alagoanos a partir da aplicação de
verbas destinadas à merenda escolar. Em meio a documentação apreendida
na operação, a polícia encontrou indícios de ilegalidade no uso de
verbas repassadas pelo Estado de Alagoas, especificamente o Imposto
Sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e Prestações de
Serviços (ICMS) ao Município de Igreja Nova. O recurso foi usado para a
compra do pescado distribuído à população no período da Semana Santa
daquele ano.
O esquema
No dia 18 de março de 2005, a
secretária do Trabalho, Habitação e Assistência Social de Igreja Nova,
Verônica Dantas Lima Silva, solicitou ao prefeito autorização para
aquisição de 11,2 toneladas de peixe do tipo corvina média para pessoas
carentes no período da Semana Santa. No mesmo dia o então prefeito
Neiwton Silva despachou o requerimento, encaminhou a solicitação ao
secretário Municipal de Finanças, Paulo Roberto Oliveira Silva, para que
informasse sobre a existência orçamentária e assim viabilizasse a
compra.
Paulo
Roberto, na mesma data, informou a existência da quantia, que de acordo
com Neiwton Silva seria para material de consumo. Imediatamente o
ex-prefeito autorizou a abertura de procedimento licitatório,
encaminhando a documentação ao secretário Municipal de Finanças, que
também acumulava a função de presidente da Comissão Permanente de
Licitações do Município. Paulo Roberto opinou pela contração direta com
dispensa de licitação, que foi ratificada pelo gestor do Município.
Um
mês depois foi emitida nota de empenho no valor de R$ 44.650. No dia 25
de abril foi emitida nota fiscal pela IFRIL - Industria de Frios e
Pesca Ltda., tendo a compra sido paga em 5 de maio, por meio de cheque,
compensado no dia 25 do mesmo mês.
Fonte: Ministério Público de Alagoas
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