Polícia Federal inocenta trabalhadora acusada pela OAB

Cinco meses depois de encaminhar um oficio à Polícia Federal pedindo investigação sobre uma denúncia da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Subseção de Santarém, o diretor da Subseção Judiciária de Santarém, juiz federal José Airton de Aguiar Portela acatou o resultado do trabalho feito sob comando do delegado da Polícia Federal, Dr. Sérgio Pimenta.

Após atender o pedido de investigação do juiz Airton Portela e de ter efetuado uma investigação no período de cinco meses, o delegado da Polícia Federal, Dr. Sérgio Fernando Velloso Pimenta inocentou a detetive particular e agenciadora Maria Angélica Cunha de Araújo, de atuar como “falsa advogada”.
Ela foi detida dentro do prédio da Justiça Federal, em Santarém, no momento em que acompanhava uma idosa que estava em busca da aposentadoria, no mês de abril deste ano.
Por meio de um oficio, a Polícia Federal informou à acusada que a denúncia formulada contra ela, de que estaria atuando como advogada em processos junto ao Juizado Especial Federal, foi arquivada, tendo em vista não se ter vislumbrado o cometimento de crime, conforme ofício nº 61, da Justiça Federal de Santarém.
Cinco meses depois da denúncia, a detetive particular Angélica Araújo reforça que o processo foi arquivado pela Polícia Federal. Para ela, chegou o momento de dizer para toda população que lhe viu exposta, que a denúncia não passou de uma calúnia.
“Ainda não sei se foi por interesse ou teriam alguma coisa contra mim. A Polícia Federal investigou toda a minha vida para tentar descobrir algum crime, mas nem sequer de caloteira eles encontraram”, argumenta a detetive.
Ela garante que após ter sido inocentada vai continuar seu trabalho acompanhando idosos que queiram se aposentar sem precisar do auxilio de um advogado. “Quero dizer que estou de volta ao meu trabalho para acompanhar pessoas que queiram se aposentar, como eu acompanhava”, afirma.
Maria Angélica diz que teve muitos problemas com a denúncia e quase entrou em depressão, mas garante que está se recuperando, principalmente após a Polícia Federal lhe investigar e chegar à conclusão de que não houve crime. Se tivessem encontrado alguma irregularidade, segundo ela, a PF iria lhe punir na forma da lei.
“Quero dizer para todos os idosos que possuem processos dentro do INSS e que querem se aposentar, que não precisam contratar advogado. Eu creio que essa denúncia foi infundada. Para eles terem agido dessa maneira deveriam ter me investigado para saber se realmente eu estava com um crachá atuando como se fosse advogada”, comenta.
FLAGRANTE: A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Subseção de Santarém solicitou apoio da Polícia Federal no dia 30 de abril deste ano, para realizar o flagrante dentro da Justiça Federal. Na época, uma investigação minuciosa levou a presidência da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Subseção de Santarém a flagrar uma mulher “aplicando golpes” em uma anciã, em Santarém. O fato aconteceu na manhã do dia 30 de abril, dentro da Justiça Federal, na Avenida Marechal Rondon, no bairro da Prainha. De acordo com o presidente da OAB Santarém, Dr. Ubirajara Bentes Filho, a mulher identificada como Maria Angélica Cunha de Araújo, de 41 anos, segundo informações recebidas de advogados, inúmeras vezes atuou com um crachá de assessora jurídica em audiências no Juizado Especial federal. No momento do flagrante, Angélica acompanhava uma anciã durante a ‘atermação’ do pedido de aposentadoria.
Agora, com a comprovação de sua inocência, Maria Angélica disse à reportagem, que vai continuar fazendo o seu trabalho e ainda vai pensar quais medidas tomará contra seus acusadores.
Fonte: RG 15/ O Impacto

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Embarcações com madeira ilegal são apreendidas no Marajó

STF autoriza cartórios a prestarem serviços adicionais, como emissão de RG