MPE requer condenação de secretária de educação por improbidade administrativa
O
Ministério Público do Estado de Mato Grosso, por meio da 4ª Promotoria
de Justiça Cível de Cáceres, ingressou com ação civil pública por ato de
improbidade administrativa com pedido de danos morais coletivos, contra
a secretária municipal de educação, Nelci Eliete Longhi. De acordo com a
ação do MPE, a secretária utilizou indevidamente de bens públicos -
mesas, cadeiras, aparelhagem de som, caixa térmica e uma camionete -, em
festa particular realizada em sua residência, localizada no bairro
Monte Verde, em Cáceres, em março deste ano.
Conforme
o promotor de Justiça Kledson Dionysio de Oliveira, o inquérito foi
instaurado após representação encaminhada pelo Sindicato dos Servidores
Públicos Municipais de Cáceres. “A partir das diligências determinadas
no âmbito do inquérito civil, verificou-se que as informações
encaminhadas na representação em referência eram de fato procedentes. As
irregularidades foram constatadas através de fotografias registradas
pelos próprios funcionários da Prefeitura Municipal, que se mostraram
indignados diante do uso indevido e abusivo dos bens da administração”,
contextualiza o promotor.
Ainda
de acordo com a ação, os funcionários denunciantes foram requisitados
pela própria Nelci Eliete para que recolhessem os bens públicos
diretamente na casa dela após a realização da festa voltada para um
grupo restrito de servidores públicos lotados na Secretaria Municipal de
Educação. O veículo e o combustível utilizados pertencem a Secretaria
Municipal de Educação. “Valendo-se da condição de secretária, Nelci
utilizou-se dos aludidos bens e servidores públicos sem qualquer vínculo
ou finalidade pública, dando ensejo, assim, à prática de conduta
ímproba, haja vista que a utilização indevida de bens e servidores
públicos ofende diretamente, dentre outros, aos princípios
constitucionais da moralidade e da legalidade”, destaca Kledson.
Em
resposta ao Ministério Público, a atual secretária de educação informou
que a festa em sua residência teve o objetivo de “aconselhamento” entre
os servidores das pastas sob a responsabilidade da mesma, com a
finalidade de promover o entendimento entre todos os servidores. “O
aconselhamento teria como objetivo promover o entendimento de todos os
servidores, bem como ouvir eventuais reclamações e sugestões desses
servidores, para, assim, viabilizar um melhor ambiente de trabalho”,
declarou a secretária.
Para
o promotor de Justiça, as justificativas apresentadas pela secretária
de educação foram apresentadas como forma de desviar a atenção dos seus
atos ilegais e imorais. “Os fatos trazidos à apreciação do Poder
Judiciário também representaram pauta de atenção por toda a sociedade,
meios de comunicação, e, até mesmo, pelo Poder Legislativo local, que
realizou sessão pública destinada à coleta de informações sobre o
ocorrido”, pontua a ACP.
Além
da condenação por improbidade administrativa, o promotor de Justiça
requer na ação proposta na última sexta-feira (08), indenização por
danos morais coletivos causados a comunidade cacerense no valor de R$
20.340,00 o equivalente a 30 salários mínimos.
Fonte: Ministério Público do Mato Grosso
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