Pesquisa do MJ revela que Brasil avançou na proteção de direitos fundamentais
A
Secretaria de Reforma do Judiciário do Ministério da Justiça (SRJ/MJ)
divulgou, nesta quarta-feira (23), às 10h, no Ministério da Justiça, o
Estudo sobre o impacto dos tratados internacionais no sistema
processual. A pesquisa revela que o Brasil avançou na proteção aos
direitos fundamentais dos cidadãos.
Os
resultados também revelam que o país se alinhou às regras protetivas
internacionais em matéria de garantias processuais. Outra conclusão da
pesquisa é que as normas internacionais são pouco utilizadas nas
decisões judiciais, e exercem pouca influência nos trabalhos de criação
de normas.
A
publicação será lançada e discutida durante o III Seminário Diálogos
sobre Justiça. O evento contará com representantes do sistema de justiça
e autoridades, como o secretário de Reforma do Judiciário do MJ, Flávio
Crocce Caetano; o juiz brasileiro na Corte Interamericana de Direitos
Humanos, Roberto Caldas, o ministro do Superior Tribunal de Justiça,
Sidnei Beneti; o presidente da Comissão de Constituição e Justiça e de
Cidadania da Câmara dos Deputados, Deputado Vicente Cândido da Silva.
O
estudo é fruto de uma parceria firmada entre o Centro de Estudos sobre o
Sistema de Justiça (Cejus/SRJ/MJ) e a Universidade do Vale do Rio dos
Sinos (Unisinos), em projeto financiado pelo Programa das Nações Unidas
para o Desenvolvimento (PNUD).
Relevância
Segundo
o secretário Flávio Caetano, o objetivo principal do estudo foi
analisar o impacto causado pelos tratados internacionais no sistema
processual brasileiro. Esse tema se torna ainda mais relevante neste
ano, quando se comemora 10 anos da promulgação da Emenda Constitucional
n°45, de 2004, marco normativo do que se chamou de Reforma do
Judiciário”, reforçou o secretário.
Ainda
de acordo com o secretário de Reforma do Judiciário, o levantamento
incluiu extensa revisão teórica e análise do conteúdo de normas
constitucionais, infraconstitucionais, além dos tratados e convenções
internacionais de que o Brasil é signatário. Os dados foram obtidos
também por meio da análise de conteúdo de jurisprudência dos principais
tribunais superiores brasileiros: Supremo Tribunal Federal, Superior
Tribunal de Justiça e Tribunal Superior do Trabalho.
Fonte: Ministério da Justiça
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