Comissão aprova suspensão de CNPJ de empresa que usar madeira ilegal
A
Comissão de Finanças e Tributação aprovou, na quarta-feira (3), o
Projeto de Lei 282/11, do deputado licenciado Thiago Peixoto (PSD-GO),
que suspende por 180 dias o Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas
(CNPJ) de empresa que comprar, distribuir, transportar, estocar, vender
ou revender madeira extraída ilegalmente de florestas brasileiras. A
proposta prevê que, em caso de reincidência, o registro da empresa será
cancelado.
O
relator na comissão, deputado Guilherme Campos (PSD-SP), defendeu a
aprovação da proposta pelo fato de tentar coibir a prática de “alguns
infratores” que comercializam madeira extraída ilegalmente.
“A
medida de suspensão de atividades gera também uma pressão do próprio
mercado para que as empresas não se envolvam nessa prática, dado que o
risco de suspensão se difunde pela sua cadeia produtiva”, destacou
Campos.
Sem contratos
Sem
o CNPJ, a empresa fica proibida de celebrar contratos e realizar
operações de compra e venda. O projeto também determina que, caso o
registro seja cancelado, o sócio-gerente, os cotistas e os responsáveis
pelo estabelecimento ficarão proibidos de realizar operações comerciais
ou empresariais em geral.
Campos também avaliou a adequação financeira da proposta e concluiu que ela não tem implicação nas receitas e despesas públicas.
Apesar
de a Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.605/98) prever também a detenção
de seis meses a um ano para quem comprar, vender, transportar ou estocar
madeira ilegal, no caso de o crime ser praticado por empresas a punição
é apenas de multa e apreensão das mercadorias.
Tramitação
A
proposta agora será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e
de Cidadania (CCJ) e, depois, será votada pelo Plenário, pois recebeu
parecer divergente (pela rejeição) na Comissão de Meio Ambiente e
Desenvolvimento Sustentável e perdeu seu caráter conclusivo.
Fonte: Câmara dos Deputados Federais
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