Deputado quer que Lei de Licitações priorize qualidade dos serviços
O
deputado Fabio Trad (PMDB-MS) defendeu que a Lei de Licitações
(8.666/93) passe a observar com mais critério a qualidade dos produtos e
serviços entregues à administração pública, em vez de focar a licitação
no menor preço. “Precisamos readequar a lei aos novos tempos, fazendo
com que haja menos possibilidade de fraudes e mais segurança jurídica,
sem comprometer a agilidade das compras”, afirmou.
Trad,
que é relator de um (PL 1292/95) dos diversos projetos na Câmara que
buscam alterar a Lei de Licitações, participou na terça-feira (7) de
reunião da Frente Parlamentar Mista em Defesa do Setor de Serviços. Ele
destacou a necessidade de aperfeiçoar o processo de aquisição de
produtos e serviços pelo Estado: A porta da corrupção geralmente é
aberta pelo desvirtuamento do processo licitatório”.
A
legislação em vigor está completando 20 anos e é considerada
ultrapassada por empresários e diversos parlamentares porque não
acompanhou as mudanças que aconteceram nesse período. Entre as propostas
defendidas, estão a ampliação das possibilidades de pregão eletrônico e
o aumento da pena para quem comete crimes licitatórios.
De
acordo com o presidente da frente, deputado Laercio Oliveira (PR-SE),
há consenso entre os parlamentares em relação às mudanças. “A lei será
modernizada para que seja mantida uma compra governamental mais segura e
transparente para a sociedade. Em linhas gerais, o relatório [de Trad]
está muito bom”, destacou.
Políticas públicas
Ao
final da reunião, Oliveira acompanhou os empresários do setor para uma
audiência com o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, a fim de
entregá-lo uma lista de prioridades do segmento.
Terceirização
A
frente parlamentar também discutiu a terceirização na prestação de
serviços. Relator do Projeto de Lei 4330/04, que regulamenta a prática, o
deputado Arthur Oliveira Maia (PMDB-BA) informou que a proposta não foi
para a pauta da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ)
na última terça porque recebeu mais de 120 emendas. Ele acredita, no
entanto, que o texto será votado nos próximos dias.
Na
avaliação de Laercio, uma lei sobre a terceirização trará segurança
jurídica aos empresários e, especialmente, aos mais de 15 milhões de
trabalhadores terceirizados no País. “O grande prejudicado com a falta
de regulamentação é o trabalhador, que sempre sofreu as consequências
das companhias irresponsáveis, que se aproveitam da situação. Quando
alguma problema surgia e a empresa era fechada, restava ao trabalhador
buscar a Justiça”, disse.
Fonte: Câmara dos Deputados Federais
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