Governo aumenta taxa de retorno para ampliar a concorrência na concessão de rodovias
O
ministro destacou que os investimentos podem ser feitos por bancos
públicos e privados. 15 bilhões de reais do depósito compulsório estão
liberados para investimentos
O
ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou em entrevista coletiva na
tarde desta quarta-feira, 8 de maio, que o governo federal decidiu fixar
em 7,2% a Taxa de Retorno (TIR) de projetos de investimento para a
concessão de rodovias. O anúncio foi feito logo após uma reunião com o
Sindicato Nacional da Indústria da Construção Pesada. Ao todo, serão
nove lotes para 7,5 mil km de rodovias. A previsão é que os leilões
comecem em setembro.
O
ministro declarou que a taxa foi considerada atraente. “O presidente do
Sindicato, Rodolpho Tourinho, manifestou sua satisfação e disse que
representantes do setor consideram que a decisão garante melhores
condições de financiamento”, disse. Guido Mantega destacou também que o
índice permite um retorno para o investidor entre 16% e 20%.
“Quanto
maior for a perspectiva de lucro do empreendimento, maior será a
atração de investidores. E nós não queremos apenas garantir o
investimento, mas proporcionar a concorrência. Nós temos um grande
desafio pela frente, com o nosso programa de investimentos, que é um
programa amplo, de meio trilhão de reais, para os próximos anos. É
preciso que os investimentos tenham atratividade” explicou Guido
Mantega.
As
condições de financiamento são: até 25 anos, com uma taxa de juros de
até 1,5% e prazo de carência de 5 anos, na modalidade project finance -
um dos modelos que menos onera as empresas empreendedoras, já que elas
aumentam a sua alavancagem. O governo decidiu ainda reduzir a taxa
alavancada de financiamento, de 80% para 70% - a taxa determina o
percentual da obra que será financiado com juros subsidiados.
O
ministro destacou que os investimentos podem ser feitos por bancos
públicos e instituições privadas, “que têm à sua disposição R$ 15
bilhões, do depósito compulsório, liberado para investimentos”,
finalizou.
Fonte: Ministério da Fazenda
Comentários
Postar um comentário