Promotoria aciona ex-presidente da Câmara e ex-servidora acusada de estudar em horário de expediente
O
Ministério Público do Paraná acionou o ex-presidente da Câmara
Municipal de Santa Terezinha de Itaipu (Oeste do Estado) na gestão
2009/2012 e uma ex-assessora parlamentar comissionada, por ato de
improbidade administrativa. Na ação civil pública, a 6.ª Promotoria de
Justiça de Foz do Iguaçu (Proteção ao Patrimônio Público) denuncia o
enriquecimento ilícito por parte da ex-servidora e o desrespeito, por
parte do ex-vereador, do artigo do artigo 9.º, inciso XI, da Lei nº
8.429/92, tanto no se refere ao enriquecimento ilícito quanto à
exigência de os agentes públicos velarem pela estrita observância dos
princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade e publicidade no
trato dos assuntos que lhes são afetos.
O promotor de Justiça Marcos Cristiano de Andrade, autor da ação, explica que, durante praticamente todo o ano de 2011, a
servidora cumpriu só metade de sua jornada de trabalho, mas recebeu
integralmente os salários, sem que o ex-presidente do Legislativo
Municipal tomasse providências para conter a irregularidade. “A
ex-assessora parlamentar tinha uma jornada de trabalho que se estendia
das 08h30 às 11h30 e das 13h30 as 17h30, mas frequentava um curso
universitário no período da manhã, em Foz do Iguaçu. Ou seja, ao invés
de laborar em prol do órgão que a remunerava, a sobredita servidora
preferiu, em pleno horário de expediente, realizar atividades
particulares”, comenta o promotor de Justiça.
Diante
da irregularidade, o MP-PR requer que tanto a ex-assessora quanto o
ex-parlamentar sejam punidos com base na Lei de Improbidade
Administrativa, o que implicará no ressarcimento integral do dano
causado ao Legislativo, estimado em R$ 9.069,89 (o equivalente a metade
da soma dos salários da servidora no período em que ela trabalhou na
Câmara, mas não cumpriu sua jornada integral de trabalho). Da mesma
forma, pede que os dois sejam punidos com as demais sanções previstas na
lei, que inclui perda da função pública, suspensão dos direitos
políticos por período de oito a dez anos e proibição de contratar com o
Poder Público.
Fonte: Ministério Público do Paraná
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