Justiça acata pedido do MPE e determina fornecimento de medicação à criança
A
justiça de Santarém concedeu liminar requerida pelo Ministério Público e
determinou o fornecimento da medicação Cortrozina à criança portadora
de síndrome de West. O juiz Rafael Grehs estabeleceu prazo de 48 horas a
partir da intimação expedida em regime de urgência, para que Estado e o
município cumpram a decisão, sob pena de multa diária de R$ 5 mil.
A
ação civil pública (ACP) foi ajuizada pelo promotor de justiça Tulio
Novaes. De acordo com a decisão, ficou demonstrado por meio dos laudos
médicos a necessidade da medicação, negada pela conduta dos réus e
dificultando o acesso à saúde.
O
MP de Santarém ajuizou ação contra o estado do Pará e o município de
Santarém, para garantir o fornecimento do medicamento, que não é
fabricado no Brasil, para um bebê de dez meses de vida.
O
juiz acatou o pedido do MP e determinou a ao Estado, através da
Secretaria Estadual de Saúde (Sespa), e ao município, pela Secretaria
Municipal de Saúde (Semsa), o fornecimento de “Cortrosina depot 25 mg”
na quantidade receitada de dez ampolas, no prazo de 48 horas, sob pena
de multa pessoal, em caso de descumprimento, no valor de R$ 5 mil, sem
prejuízo da responsabilidade civil e criminal. A decisão foi emitida no
dia 27 de março, sendo determinada em regime de urgência a citação dos
réus.
Nos
pedidos finais, caso haja necessidade concreta, o MP pede o bloqueio
dos valores da conta da publicidade institucional dos demandados, no
montante necessário ao tratamento da criança. E que sejam os réus
obrigados a juntar nos autos as notas de compras do medicamento
adquirido em virtude da ação.
A
síndrome de West manifesta-se como uma forma grave de epilepsia em
crianças, em geral com menos de um ano de idade. As convulsões são de
difícil controle e podem chegar até o número de 100 por dia. Várias
medicações disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS) foram ministradas
à criança, sem efeito, e o novo medicamento foi indicado por médico
especialista como forma de controlar a doença e minimizar as possíveis
sequelas.
Fonte: Ministério Público do Pará
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