Denúncias de pedofilia no Estado ensejam projeto para esclarecer melhor o assunto
Preocupado
com o número de casos de pedofilia que acontecem principalmente dentro
do lar das vítimas e geralmente praticados por parentes próximos, o
deputado Sebastião Santos (PRB) propôs o PL 336/2012 que torna
obrigatória a exibição de filme publicitário de advertência contra a
pedofilia, o abuso e a exploração sexual de crianças e adolescentes,
antes das sessões de cinema em todo o Estado de São Paulo. Diariamente
temos acesso, por meio da imprensa, a situações absurdas de abusos
cometidos por pedófilos dentro de casa, no seio da família. O trauma
marca para sempre e torna as vítimas cidadãos violentos e problemáticos.
Temos que combater de todas as formas possíveis esse crime, disse.
Os
filmes terão que mencionar o serviço executado pela Secretaria de
Direitos Humanos da Presidência da República, que disponibilizou o
Disque 100 para recebimento de denúncias de transgressões aos direitos
de crianças e adolescentes.
Aprovado
em 17/04, o projeto teve como última tramitação a designação, pela
Comissão de Constituição e Justiça, do deputado Gilmaci Santos como
relator especial.
A
pedofilia está entre as doenças classificadas pela Organização Mundial
de Saúde (OMS) como transtorno da preferência sexual. Pedófilos são
adultos (homens e mulheres) que têm preferência sexual por crianças que
ainda não atingiram ou que estão no início da puberdade. A pedofilia em
si não é crime, mas o código penal considera crime a relação sexual ou
ato libidinoso praticado por adulto com criança ou adolescente com menos
de 14 anos. Anualmente, há cerca de 8 mil denúncias de abuso sexual de
menores de 14 anos.
O
Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) também considera crime o ato
de adquirir, possuir ou armazenar, por qualquer meio, fotografia, vídeo
ou outra forma de registro que contenha cena de sexo explícito ou
pornografia envolvendo criança ou adolescente.
A
maioria dos pedófilos são homens e costumam usar a internet para
encontrar suas vítimas. Nas salas de bate-papo ou redes sociais eles
adotam um perfil falso e usam a linguagem que mais atrai as crianças e
adolescentes. Por isso é muito importante não divulgar dados pessoais na
internet, como sobrenome, endereço, telefone, escola onde estuda,
lugares que frequenta, e fotos, que podem acabar nas mãos de pessoas mal
intencionadas.
Fonte: Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo
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