CAE e CI debaterão problemas na regulamentação da profissão de motorista
O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) suspendeu por seis meses, a partir de setembro de 2012, a
fiscalização do cumprimento da Lei nº 12.619/2012, que regulamentou o
exercício da profissão de motorista. Este prazo terminou em março
passado, mas ainda persistem as dificuldades em torno da aplicação da
norma, especialmente em relação aos motoristas que trabalham com o
transporte de cargas.
Por
iniciativa do senador Delcídio do Amaral (PT-MS), as Comissões de
Assuntos Econômicos (CAE) e de Serviços de Infraestrutura (CI) vão
promover em conjunto na próxima segunda-feira (17), às 19h, audiência
pública para analisar os entraves à implementação da Lei nº 12.619/2012.
O principal desafio tem sido viabilizar o cumprimento das medidas
protetivas que beneficiam os condutores de transporte rodoviário de
passageiros e cargas.
Segundo
assinalou o parlamentar, a nova lei estabeleceu uma série de direitos
para os motoristas e obrigações para as empresas que operam estes
segmentos econômicos. Além de prever a oferta de cursos de formação e
aperfeiçoamento profissional, definiu a jornada de trabalho, o tempo
máximo contínuo de direção e os intervalos para descanso, e estabeleceu o
custeio de um seguro obrigatório, pelo empregador, para cobertura de
riscos pessoais inerentes a estas atividades.
Delcidio
também destacou, ao justificar o requerimento de debate, duas das
maiores dificuldades à efetividade da lei. De um lado, os motoristas
enfrentam escassez e precariedade dos locais para descanso nas rodovias -
essa circunstância, inclusive, foi o que motivou a suspensão da
fiscalização da lei pelo Contran. Do outro lado, as entidades
empresariais argumentam que as novas regras levariam não só ao
encarecimento dos fretes, mas também dos preços da produção agropecuária
e industrial. É este contraditório em torno da aplicação da Lei nº
12.619/2012 que deve ser explorado no debate conjunto da CAE e CI.
Convidados
Sete
expositores foram convidados a discutir o tema: o procurador Adélio
Justino Lucas, do Ministério Público do Trabalho no Distrito Federal e
no Estado do Tocantins; o presidente da Associação Brasileira das
Empresas de Transporte Terrestre de Passageiros (Abrati), Renan Chieppe;
o presidente da Associação Brasileira de Logística e Transporte de
Carga (ABTC), Newton Jerônimo Gibson Duarte Rodrigues; a diretora-geral
do Departamento de Polícia Rodoviária Federal do Ministério da Justiça,
Maria Alice Nascimento Souza; o diretor-geral em exercício da Agência
Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Jorge Luiz Macedo Bastos; o
presidente da Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos
(CNTA), Diumar Cunha Bueno; e o coordenador da Organização das
Cooperativas Brasileiraas (OCB) Abel Moreira Paré.
Fonte: Senado Federal
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