Principal agente da Guerra Fiscal, ICMS acirra disputa entre Estados
O
embate entre os Estados brasileiros na chamada Guerra Fiscal e os seus
Impactos na Logística volta a temática de discussões, desta vez, na
Amcham-Goiânia. Para tratar do assunto, o Comitê de Logística recebeu na
quarta-feira (12/02) os advogados da Mattos Fillhos, Ariane Costa e
Alberto Carbonar.
Apontando
o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) como
principal agente da disputa, já que são os benefícios fiscais que tornam
vantajosas ou não a estadia de empresas em determinadas cidades, Ariane
Costa destacou a Guerra Fiscal no Brasil como um instrumento dos
Estados mais pobres, e distantes de grandes centros urbanos, para atrair
investimentos e evitar que haja esvaziamento econômico. “Os descontos
no ICMS muitas vezes superam os custos de logística de recebimento de
matéria-prima e entrega de produtos manufaturados”.
Segundo
os palestrantes, entre os principais pontos negativos da prática está à
dificuldade de aprovação de outros benefícios regionais para as
companhias já instaladas e o sentimento de “cada um por si”, dando
sentido ao nome de ser realmente uma guerra, uma corrida para ver quem
consegue mais benefícios e lucra mais independente do “como”.
Na
esfera jurídica, o Supremo Tribunal Federal julgou procedente, em junho
de 2011, 14 ADIns (Ação Direta de Inconstitucionalidade) que atacavam
leis estaduais que concederam benefícios fiscais de ICMS aos
contribuintes, sem amparo em convênios interestaduais previamente
deliberados pelo CONFAZ (Conselho Nacional de Política Fazendária). Os
estados envolvidos foram: Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Mato Grosso
do Sul, Espírito Santo, Pará e Distrito Federal.
Avaliado
como um dos países com o “pior” e mais complexo sistema de tributação
do mundo, segundo pesquisa do Banco Interamericano de Desenvolvimento
(BID), o Brasil tem trabalhado para dar celeridade à reforma do ICMS,
considerado pelo mercado como um dos maiores desafios as proposta de
reforma tributária, disciplinando a guerra entre os Estados.
No
Congresso Nacional, dois projetos de lei em tramitação no Senado
aguardam votação. Enquanto o Projeto de Lei nº 106/2013, consiste na
Criação de dois fundos: Fundo de Compensação de Receitas (FCR), para
compensar perdas de receitas dos Estados sobre o ICMS; e o Fundo de
Desenvolvimento Regional (FDR), para substituir os incentivos fiscais do
ICMS; O Projeto de Resolução nº 01/2013, pretende unificar a alíquota
de ICMS em 4% para todo o território nacional, gradativamente, dentro
dos próximos quatro anos.
Fonte: Câmara Americana de Comércio
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