Julgamento de Marcos Aparecido prossegue com depoimento de testemunhas
Às
15h10, após a imprensa ter acesso ao Salão do Júri para a realização de
imagens do plenário, a sessão recomeçou com o pronunciamento do
advogado Ércio Quaresma, que alegou que a testemunha Jailson Oliveira,
durante o seu depoimento, teria apresentando informações falsas.
Por
sua vez, o promotor Henry Wagner argumentou que a testemunha Jailson
Oliveira não prestou informações inverídicas sobre os fatos narrados nos
autos, demonstrando credibilidade em suas declarações. Posicionou-se
pelo indeferimento do pedido de quesitação aos jurados do crime de falso
testemunho. O pedido do Ministério Público foi atendido pela
magistrada.
Inquirido
pelo advogado Ércio Quaresma, o deputado Durval Ângelo confirmou que
presidiu audiência pública na Comissão de Direitos Humanos da Assembleia
Legislativa, em 2011, em que foram ouvidos o ex-goleiro Bruno
Fernandes, a noiva do ex-goleiro, Ingrid Calheiros , e o advogado
Cláudio Dalledone. A audiência teria sido solicitada pela noiva do ex-goleiro, sob a alegação de que Bruno temia pela vida dele.
O
deputado prestou várias informações acerca dessa audiência pública,
entre elas, a de que não ouviu do ex-goleiro nenhuma reclamação a
respeito dos advogados que o defendiam. Também disse não ter ouvido de
Bruno Fernandes, em nenhum momento, que ele teria seqüestrado e
assassinado Eliza Samudio. Informou
ainda que Bruno não teria creditado a Luiz Henrique Romão nenhuma
responsabilidade sobre o crime. Também falou da entrevista que teve com
Luiz Henrique e das audiências públicas realizadas para discutir
denúncias relacionadas à atuação do Grupo de Resposta Especial (GRE),
entre outras questões. Durante
a oitiva, foi lido, a pedido da defesa, o depoimento de Durval Ângelo
prestado à Vara de Precatórias Criminais de Belo Horizonte no processo
que denuncia o envolvimento de policiais do GRE na morte de dois
rapazes.
Após três horas de perguntas à testemunha Durval Ângelo, a defesa encerrou sua participação. Em
seguida, a palavra foi dada ao promotor Henry Wagner, que pediu alguns
esclarecimentos sobre o depoimento prestado pela testemunha no que se
refere ao funcionamento do centro de treinamento do GRE.
A
defesa pediu a dispensa da testemunha Renato Patrício Teixeira,
corregedor da Polícia Civil, mas um dos jurados manifestou interesse em ouvi-lo. Perguntado
pela juíza Marixa Fabiane, a testemunha informou ser delegado de
polícia há 23 anos, e que ocupa a titularidade da Corregedoria da
Polícia Civil desde abril de 2012. Disse que tramitaram na Corregedoria
duas ou três investigações para apurar conduta irregular de autoridades
policiais que atuaram nesse inquérito (Caso Eliza), e que as mesmas não
resultaram em indiciamento por falta de provas.
A
defesa indagou à testemunha sobre o inquérito que apurou a morte de
Sérgio Rosa Sales, um dos réus no processo que apura a morte de Eliza
Samudio. Informou que tomou conhecimento, na conclusão do inquérito, de
que o rapaz foi morto por ter feito “gracejos à companheira” de um
traficante.
O
promotor Henry Wagner perguntou à testemunha se ele sabe quem é Marcos
Aparecido, ao que ele respondeu afirmativamente, informando que há
procedimento administrativo em curso e inquérito policial na
Corregedoria que investigam a participação de policiais, entre eles,
Marcos Aparecido, no desaparecimento de duas pessoas na região de
Esmeraldas. Disse ainda que Marcos Aparecido foi policial civil em Minas de março de 1991 a
junho de 1992, e que a sua exoneração da Polícia Civil de Minas se deu
pelo fato de que ele teria omitido a informação de que já tinha sido
excluído da Polícia Militar de Minas e de São Paulo, ou seja, pela falta
de idoneidade moral.
Fonte: Tribunal de Justiça de Minas Gerais
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