MP aciona e pede afastamento de 3 vigilantes de presídio de Rio Verde


O Ministério Público estadual está acionando os vigilantes penitenciários temporários do Centro de Inserção Social (CIS) de Rio Verde Pablo William Oliveira Dutra, Hedgar Barbosa de Sousa e Cristiano Faria de Abreu por ato de improbidade administrativa.


O mesmo processo, os promotores de Justiça Paulo Eduardo Penna Prado e Marcelo Henrique Rigueti Raffa pediram também o afastamento cautelar desses servidores.

Consta da ação que, após denúncia de presos sobre agressão por parte desses vigilantes, ficou apurado que os três submeteram um dos presos a sofrimento físico e mental, por meio de lesões corporais e ofensas morais.

De acordo com os promotores, os vigilantes promoveram uma revista no CIS de Rio Verde, em 10 de janeiro, tendo sido encontrado com o sentenciado um papel com o nome de uma agente prisional, de uma assistente social e do acionado Hedgar e também um aparelho celular.

Em razão disso, como forma de punição, no dia seguinte, o preso foi encaminhado a uma cela, conhecida como triagem ou “corró”, e, após a retirada dos demais presos, os três vigilantes ordenaram à vitima e um outro preso que se afastassem dos demais, tendo começado nesse momento as agressões.

Eles agrediram o sentenciado por cerca de 30 minutos, com chutes na costela, cotoveladas nos ombros, tapas nos ouvidos, inclusive com uso de choque. Em seguida, apontaram suas armas de fogo, colocando-as em sua boca, chamando-o de estuprador e tarado e dizendo que morreria ao sair da prisão.

Por este motivo, o MP representou pela decretação de prisão preventiva dos vigilantes, que foi indeferida pela 1ª Vara Criminal de Rio Verde. Em seguida, eles foram denunciados criminalmente pela prática de tortura.

Agora, na esfera civil, os promotores querem a responsabilização dos três pela prática de ato de improbidade administrativa. Desta forma, pedem o o afastamento do acionados de suas funções, especialmente por se tratarem de vigilantes penitenciários temporários cujas principais testemunhas estão custodiadas por eles. Os promotores observam que recentemente Cristiano Faria de Abreu assumiu a diretoria interina do CIS de Rio Verde. No mérito, o MP requer a condenação de Pablo William Oliveira Dutra, Hedgar Barbosa de Sousa e Cristiano Faria de Abreu por ato de improbidade administrativa.

Fonte: Ministério Público de Goiás

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