Mensalão tucano fica para início de 2014
O
mensalão tucano poderá ser julgado ainda no primeiro semestre de 2014.
Segundo apurou a Folha, essa é a expectativa no gabinete do ministro
Luís Roberto Barroso, o relator do processo no STF (Supremo Tribunal
Federal).
Diretamente
consultado, Barroso evitou comprometer-se com prazo. Vou julgar o mais
rápido que o devido processo legal permitir, disse.
O
mensalão tucano, segundo a descrição do Ministério Público Federal, foi
um esquema de desvio de dinheiro de empresas públicas de Minas Gerais
para financiar a reeleição do então governador Eduardo Azeredo (PSDB) na
eleição de 1998.
Apesar
de os fatos descritos terem ocorrido antes, o caso só veio a tona
depois da denúncia do mensalão petista (2005). Foi quando o nome do
empresário Marcos Valério Fernandes de Souza começou a ser citado como
um dos operadores do esquema petista.
Valério também seria um dos personagens centrais do suposto esquema mineiro.
Segundo
a acusação, duas estatais (Copasa e Comig) e um banco público (Bemge)
repassaram, com aval de Azeredo, R$ 3,5 milhões em patrocínio a três
eventos esportivos promovidos pela SMPB, uma das agências de Valério.
Para
disfarçar o uso desse dinheiro na campanha do PSDB, Valério teria feito
empréstimos fraudulentos de R$ 11 milhões no Banco Rural, o mesmo que
apareceria depois no mensalão petista.
Para alguns, o mensalão tucano teria servido de modelo para o esquema petista.
Azeredo,
hoje deputado federal, acabou perdendo a disputa de 1998 pelo governo
mineiro para o ex-presidente Itamar Franco (PMDB).
trâmite
O
julgamento do suposto desvio de recursos públicos em Minas está
dividido em duas ações penais e um inquérito, que corre em segredo de
Justiça.
A
primeira ação penal é contra Azeredo. A segunda é contra o hoje senador
Clésio Andrade (PMDB-MG), então candidato a vice na chapa tucana de
1998.
A
defesa de Azeredo tem até a próxima sexta-feira, 22, para pedir
diligências (providências do relator). Barroso poderá aceitá-las ou não.
Depois, o relator abrirá prazo para as alegações finais da defesa de Azeredo e do Ministério Público Federal.
Caso ele não requeira novas provas, poderá então elaborar o relatório e enviá-lo ao revisor, Celso de Mello.
Com
o voto feito, o revisor encaminha o caso ao presidente do Supremo, que
definirá a data em que a ação será posta na pauta do plenário. O mandato
de Joaquim Barbosa na presidência do Supremo termina em novembro de
2014. O próximo presidente será Ricardo Lewandowski.
A
ação contra Andrade está pendente no Ministério Público, por conta de
uma testemunha que ainda não foi ouvida. Será preciso que o órgão defina
se a substituirá ou se desistirá para que Barroso dê continuidade ao
andamento da ação.
Fonte: Jornal O Estado de São Paulo
Comentários
Postar um comentário