Três jovens são detidos durante manifesto contra Feliciano
Jovens detidos (Foto: Reprodução/TV Tapajós)
Os detidos estavam com um Grupo de estudantes manifestantes que repudia as declarações homofóbicas feitas pelo depuatado em rede nacional. O protesto iniciou de forma pacífica em um trecho da Avenida Tapajós distante de onde era realizado o evento religioso. “Com o manifesto, nós queremos denunciar a postura machista, homofóbica, racista e de intolerância religiosa de um deputado que apresenta uma visão retrógrada”, afirmou o manifestante José Kenedy.
Por volta de 21h30, durante a pregação do Pastor, um grupo de manifestantes conseguiu furar a barreira estabelecida pela polícia e chegar à área onde ocorria o evento. Nesse momento, o pastor interrompeu a ministração e pediu a polícia que retirasse os jovens.
Evento religioso reuniu milhares de pessoas (Foto: Reprodução/TV Tapajós)
Segundo os manifestantes, o Pastor disse: “Essas pessoas podem sair daqui presas, algemadas agora. Semana passada eu já prendi dois. Isso aqui não é a casa da mãe Joana, isso aqui é uma igreja, respeitem”.
Após a fala do deputado Marco Feliciano, a confusão iniciou. Polícia tentava retirar os jovens e eles resistiam.
Pelo menos seis manifestantes afirmaram ter sofrido agressões. “A polícia embargou a gente depois que um cara que tava fazendo a segurança do evento tirou o colete para agredir um dos meninos. A gente tava levando porrada pelas costas. Eu levei uma coronhada de uma mulher policial”, contou a estudante Ingrid Brasil.
Jovem atendida no Hospital após inalar spray de pimenta
Segundo a advogada dos manifestantes, Juliane Fontinele, a agressões foram cometidas pelos seguranças do evento. “A segurança do local repetidamente agrediu. Num primeiro momento a polícia teria reagido de forma correta, depois com o Marco Feliciano dando o aval para que as pessoas fossem presas e saíssem de lá algemadas porque estavam cometendo crime e fazendo apologia aí foi quando o policiamento se desequilibrou e tentou conter o que não tinha para conter”, destaca.
A advogada da Igreja Assembleia de Deus, Eyceila Menezes informou que a igreja não vai proceder contra os manifestantes. “A polícia usou os meios necessários para contenção porque eles não queriam sair do movimento, queriam ficar a força. Não é intenção da igreja fazer nenhum procedimento contra os jovens”.
As polícias militar e civil se manifestaram sobre o ocorrido e disseram que o grupo foi para o meio da população que prestigiava o evento, por isso houve um início de tumulto. “O que foi acordado é que eles ficariam no ponto de bloqueio da Polícia Militar, mas o que foi acordado não foi seguido pelos manifestantes, infelizmente tivemos esse desfecho”, lamenta o policial militar Anderson Mardock.
“Tentaram se manifestar de maneira exagerada e derrubaram uma criança, quando houve o tumulto. Foi dada voz de prisão, foram detidos e resistiram”, disse o delegado de Polícia Civil, Tiago Rabelo.
Os jovens Renan Luis, Pedro George e Gean Miranda foram apresentados na delegacia e enquadrados por perturbação e resistência a prisão.
Fonte: Notapajos
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