Ex-secretário de Búzios é condenado a 8 anos de prisão
A
1ª Vara Criminal de Búzios, do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de
Janeiro, condenou, nesta segunda-feira, dia 18, o ex-secretário de
Planejamento da cidade, Ruy Ferreira Borba Filho, pela prática de
denunciação caluniosa e coação no curso do processo contra dois juízes
estaduais e um jornalista da Região dos Lagos. Ele
foi sentenciado a oito anos, seis meses e dois dias de reclusão, bem
como ao pagamento de 41 dias-multa, com valor unitário correspondente a
cinco salários-mínimos. A pena será cumprida em regime inicial fechado.
De
acordo com a denúncia, o réu, no dia 13 de fevereiro deste ano, na 127ª
Delegacia de Polícia, em Armação dos Búzios, deu causa à instauração de
uma investigação policial, imputando aos juízes Alessandra de Souza
Araújo e Marcelo Alberto Chaves Villas, bem como ao editor de um jornal,
Marcelo Sebastian Lartigue, a autoria do crime de ameaça, sabendo que
eles eram inocentes.
Na
mesma oportunidade, o réu usou essa atribuição da prática de crime como
forma de ameaçar os dois juízes. A finalidade da ameaça, segundo a
sentença proferida na última segunda-feira, dia 18, era favorecer
interesse próprio do réu em processos em que ele é parte e que estariam
sob a presidência dos magistrados, “seja para obter o abrandamento de
eventuais condenações cíveis ou criminais, seja para que os juízes se
abstivessem do julgamento dessas ações, dando-se por suspeitos ou
impedidos”.
Ainda
de acordo com a sentença, os crimes apurados contra o ex-secretário não
são fatos isolados. Têm como contexto a declaração de suspeição ou o
exercício de campanha difamatória promovida pelo réu contra sete juízes e
três promotores de justiça, todos da Região dos Lagos.
Longa lista de processos
“O
réu possui maus antecedentes, pois há informação nos autos de que ele
responde a, pelo menos, 64 processos criminais somente na Comarca de
Armação dos Búzios. Além disso, ele é ou foi parte em ao menos 68
processos de natureza não criminal”, destaca a sentença.
Nos
processos citados, o ex-secretário é investigado pela prática de crime
ambiental, dispensa indevida de licitação, peculato, sonegação fiscal,
falsidade ideológica e lavagem de capitais. Em outubro de 2012, foi
condenado (em primeira instância) à pena de dois anos de reclusão e
quatro de detenção, em regime semiaberto, por lesão corporal, invasão de
domicílio, injúria, dano, duas ameaças e desacato.
Atualmente, Ruy Borba cumpre prisão domiciliar, por determinação do Supremo Tribunal Federal.
Processo 0001562-48.2013.8.19.0078
Fonte: Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro
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