Minirreforma eleitoral é aprovada no Senado e seguirá para sanção
O
Senado aprovou na última quarta-feira (20) a minirreforma eleitoral,
que tem por objetivo diminuir os custos das campanhas e garantir mais
condições de igualdade na disputa entre os candidatos. O texto seguirá
para sanção presidencial.
Para
o autor da proposta, senador Romero Jucá (PMDB-RR), as mudanças serão
válidas nas eleições de 2014. Outros senadores, no entanto, levantaram
dúvidas sobre a data de aplicação das novas regras.
“A
minirreforma eleitoral vale para 2014, porque não muda regras de
eleição, mudamos apenas regras administrativas e procedimentais, que
criam procedimentos de fiscalização, de transparência, de gasto. Não há
nenhuma mudança que impacte o direito de cada um de disputar eleição”,
afirmou Jucá.
Cabos eleitorais
Os
senadores decidiram recolocar no texto o limite de contratação de cabos
eleitorais, que havia sido excluído pela Câmara. Agora, a contratação
de cabos eleitorais fica limitada a 1% do eleitorado em municípios com
até 30 mil eleitores. Acima disso, será possível contratar uma pessoa a
cada mil eleitores a mais.
O
texto aprovado não altera a proibição de doações a candidatos por parte
de concessionárias e permissionárias de serviços públicos. Essa
proibição já está prevista na Lei 9.504/97, e a parte que flexibilizava
essa proibição foi retirada do texto final.
Para
o senador José Agripino (DEM-RN), o limite à contratação de cabos
eleitorais é moralizador, pois acabará com a prática de “compra de votos
disfarçada de forma escrachada”. “Há candidatos que contratam 40 mil
bocas de urna no dia da votação, na verdade são votos comprados”, disse
Agripino.
Materiais de campanha
Uma
das mudanças aprovadas no Senado foi a inclusão da proibição de uso de
bonecos gigantes, comuns em época de eleição. Os deputados mantiveram na
minirreforma a proibição de propagandas como cartazes, placas, muros
pintados em bens particulares. Nesses locais, serão permitidos apenas
adesivos com tamanho máximo de 40 por 50 centímetros.
O
texto aprovado também proíbe, em vias públicas, propagandas eleitorais
em cavaletes e cartazes. Na campanha nas ruas, será permitido o uso de
bandeiras e de mesas para distribuição de material, contanto que não
dificultem o trânsito de pessoas e veículos.
A
proposta também proíbe a substituição de candidatos a menos de 20 dias
das eleições e obriga a publicação de atas de convenções partidárias na
internet em até 24 horas.
O
projeto da minirreforma foi aprovado no Senado em setembro, recebeu
alterações na Câmara em outubro e retornou para análise dos senadores,
que concluíram a votação nesta quarta-feira.
Fonte: Câmara dos Deputados Federais
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