MP aciona o município de Aparecida de Goiânia por despejo irregular de resíduos de construção civil
A
promotora de Justiça Patrícia Teixeira Guimarães Gimenes propôs, na
semana passada (21/10), ação civil ambiental, com pedido de tutela
jurisdicional antecipada, contra o município de Aparecida de Goiânia por
irregularidades no despejo de lixo e aterramento de erosões em
nascentes e áreas de preservação. De acordo com a promotora, o município
não dispõe de um Plano de Gestão de Resíduos de Construção Civil há
mais de dez anos.
Conforme
esclarece o documento, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente passou a
autorizar o descarte de entulho nas margens dos mananciais e nas áreas
de proteção ambiental do município como forma de supostamente combater
as erosões na área urbana.
Após
vistorias, foram detectadas irregularidades principalmente nos córregos
Saltador, Almeida, Santo Antônio e Buritizal. Os locais possuem grande
acúmulo de resíduos e estão totalmente desprovidos de vegetação nativa.
Na
ação, é cobrada a criação e a implementação do Plano Integrado de
Gerenciamente dos Resíduos da Construção Civil. A promotora também
solicita o embargo de todas as atividades de disposição de resíduos de
construção e demolição em áreas impróprias e não licenciadas, enquanto
não houver a implementação do plano. A prefeitura também ficará
responsável por exigir que as empresas particulares transportadoras de
detritos providenciem o cercamento das áreas destinadas ao descarte
regular e faça a separação do entulho de todo material orgânico e
produtos recicláveis.
Caso
as obrigações não sejam cumpridas, a promotora pede a fixação de multa
diária no valor de R$ 1 mil e R$ 5mil, a serem impostas ao prefeito
Maguito Vilela e ao Poder Público, respectivamente. Patrícia Teixeira
também solicita que o município seja condenado ao pagamento de
indenização por danos morais coletivos causados ao meio ambiente.
Fonte: Ministério Público de Goiás
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