Ministro Marco Aurélio aponta importância da participação dos brasileiros na política
No
terceiro programa “Eleições 2014 - uma conversa com o presidente do
Tribunal Superior Eleitoral (TSE)”, o ministro Marco Aurélio falou sobre
o voto como expressão política da população brasileira e sobre a força
das ruas versus a força das urnas. Os dois temas serviram de base para
as perguntas formuladas por quatro jornalistas participantes do
programa, que vai ao ar nesta quarta-feira (19), às 13h30, pela TV
Justiça.
Mara
Régia, da Rádio Nacional da Amazônia, Juliano Basile, do jornal Valor
Econômico, Cláudio Humberto, do Grupo Bandeirantes, e Marco Sibaja, da
Agência de Notícias Associated Press, foram os convidados desta semana. A
entrevista ocorre em forma de bate papo sem mediador, uma vez que o
propósito é construir um debate informal sobre temas relevantes para a
sociedade brasileira.
De
acordo com o ministro Marco Aurélio, o objetivo maior do programa é
ressaltar o papel do eleitor e revelar à sociedade como atua a Justiça
Eleitoral como um todo. Ao ser questionado sobre o voto obrigatório nas
eleições, o ministro destacou que “o eleitor deve comparecer
compenetrado no ato a ser praticado na urna”, pois a escolha de cada um
reflete na vida de toda a sociedade. No entanto, reafirmou seu
posicionamento favorável ao voto facultativo. Segundo ele, o eleitor tem
um “poder incrível” porque elege seus representantes e pode mudar o
país escolhendo bons representantes. O ministro ainda ressaltou que
atualmente precisamos de ética e de homens que “observem o arcabouço
normativo já existente”.
Ao
responder sobre a forma possível de inibir a campanha antecipada por
parte dos candidatos, o ministro afirmou que é preciso ter “rédeas
curtas” e aplicar a legislação com um rigor ainda maior. Ele afirmou que
o papel de fiscalizar é do Ministério Público, uma vez que a Justiça
Eleitoral não age de ofício e precisa ser provocada para atuar. Porém,
ele reconheceu que existe um fosso entre a legislação e a realidade que
ocorre nas campanhas eleitorais.
O
presidente do TSE falou novamente sobre os protestos ocorridos em todo o
país e destacou que é preciso que o “eleitor perceba que o grande
protesto deve ser em 5 de outubro”, dia da eleição. Segundo ele, essa
será a chance de eleger candidatos que queiram realmente atender aos
anseios do povo e não aos seus próprios interesses.
Após
a gravação, os convidados deram sua opinião sobre o programa. De acordo
com Marco Sibaja, a iniciativa é interessante e oportuna,
“especialmente por tudo o que está acontecendo no país neste momento em
que as pessoas estão se manifestando nas ruas”.
Já
na opinião de Mara Régia, “é muito bom estarmos aqui à serviço do voto.
A cidadania brasileira agradece essa iniciativa do TSE porque, mais do
que nunca, a gente precisa se aproximar nesse campo. As eleições estão
aí, temos um ano muito atípico e eu acho que esse canal de abertura para
que a gente possa inclusive trazer o clamor das ruas é muito
providencial”, destacou.
O
jornalista Cláudio Humberto afirmou que o formato do programa é muito
bom e que a iniciativa de debater os temas estimula o eleitor a votar
cada vez melhor e com qualidade. “O ministro tem chamado a atenção no
sentido de um voto qualitativo que promova as mudanças que o país
precisa. Eu acho que quanto mais se falar sobre eleição melhor, porque
consolida o nosso processo democrático”.
Juliano
Basile afirmou que é bastante importante falar sobre os temas relativos
à eleição e o ministro, exercendo pela terceira vez a presidência do
TSE, entende como ninguém desses temas.
Fonte: Tribunal Superior Eleitoral
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