Ministro Marco Aurélio recebe Conade para tratar de acessibilidade na Justiça Eleitoral
Na
noite desta terça-feira (18), o presidente do Tribunal Superior
Eleitoral (TSE), ministro Marco Aurélio, recebeu em seu gabinete
representantes do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com
Deficiência (Conade) para tratar das ações de acessibilidade no âmbito
da Justiça Eleitoral. Os representantes se comprometeram a encaminhar um
documento formal ao ministro, detalhando os pleitos do Conselho acerca
do tema.
Além
de reforçar a importância do cumprimento da Convenção dos Direitos da
Pessoa com Deficiência e da Resolução nº 23.381/2012 do TSE - que
institui o Programa de Acessibilidade da Justiça Eleitoral -, os membros
do Conade sugeriram a adoção de certas medidas para garantir o acesso
desse público ao processo eleitoral. Entre as propostas está a inclusão
de um tradutor da Língua Brasileira de Sinais (Libras) e da
audiodescrição nos programas eleitorais, para que cegos e surdos,
respectivamente, conheçam as propostas dos candidatos da mesma forma que
as pessoas sem deficiência.
Segundo
Waldir Macieira, vice-presidente da Associação Nacional do Ministério
Público de Defesa dos Direitos dos Idosos e Pessoas com Deficiência
(Ampid) - entidade com assento no Conade -, os pleitos dirigidos ao
presidente do TSE têm como objetivo assegurar que “nas próximas
eleições, possa ser garantido esse princípio essencial para a pessoa com
deficiência que é a acessibilidade (...), para a efetivação da
cidadania e da dignidade” dessa parcela do eleitorado brasileiro.
O
Conade é um órgão colegiado criado para acompanhar e avaliar o
desenvolvimento de uma política nacional para inclusão da pessoa com
deficiência e das políticas setoriais de educação, saúde, trabalho,
assistência social, transporte, cultura, turismo, desporto, lazer e
política urbana dirigidos a esse grupo social. O Conselho, que integra a
Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), é
formado por 19 membros governamentais e 19 membros da sociedade civil,
nos quais estão representadas as diversas áreas da deficiência:
auditiva, intelectual, visual, física e deficiências múltiplas, além de
certas patologias.
Programa de Acessibilidade da Justiça Eleitoral
Em
junho de 2012, o TSE aprovou a Resolução nº 23.381, que institui o
Programa de Acessibilidade da Justiça Eleitoral, destinado ao eleitor
com deficiência ou mobilidade reduzida. Segundo a norma, o Programa tem
como meta a implantação gradual de medidas para remover barreiras
físicas, arquitetônicas, de comunicação e de atitudes, sempre com
objetivo de promover o acesso, amplo e irrestrito, com segurança e
autonomia, de pessoas com deficiência ou mobilidade diminuída no
processo eleitoral.
A
Resolução também determina que os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs)
e as zonas eleitorais organizem um plano de ação destinado a garantir a
plena acessibilidade desses cidadãos aos locais de votação. Uma das
finalidades é eliminar obstáculos dentro das seções eleitorais que
impeçam ou dificultem que eleitores com deficiência ou mobilidade
reduzida votem.
Fonte: Tribunal Superior Eleitoral
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