Conselho de Saúde busca soluções para marcações de exames em Santarém


A situação das marcações de consultas e exames de pacientes para o Hospital Regional do Baixo Amazonas, localizado em Santarém, oeste do Pará, foi tema da discussão na manhã desta quarta-feira (10), na sede do Conselho Municipal de Saúde.


O Conselho tem recebido constantes reclamações de demora na marcação de consultas, exames e retornos no hospital. A demora tem comprometido a eficácia do tratamento de alguns pacientes que dependem de serviços específicos.


“Estamos cobrando, não somente do Hospital Regional, através da Pró-Saúde, mas também do Município e do Estado, uma atuação mais efetiva no acesso aos usuários dos serviços especializados”, declarou a representante do Conselho Municipal de Saúde de Santarém, Conceição Menezes. “A população tem chegado até o Conselho porque, às vezes, realizou exames de tomografia, ressonância e outros, e não conseguem receber esse laudo em tempo hábil. Às vezes, demora muito e ele precisa retornar com o médico para dar continuidade ao tratamento e ele precisa retornar para a unidade básica de saúde, gerando um entrave para o próprio paciente”, destacou.

Representantes da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) e do Hospital Municipal explicaram como funciona a marcação e o encaminhamento dos atendimentos das unidades de saúde para os hospitais.

A representante da Semsa afirmou que os atendimentos serão melhorados para que sejam feitos com a menor burocracia possível, a partir de um diálogo com os usuários. “Existe uma Central de Regulação do Estado que fica responsável pela marcação de consultas e exames dos municípios que estão pactuados com o atendimento em Santarém, que pega uma cota grande dessas disponibilizadas para toda região oeste do Pará. Mas, mesmo assim, não é o suficiente para atender toda a demanda”, explicou a secretária adjunta de Saúde de Santarém, Lívia Correa.

Segundo o diretor do Hospital Regional do Baixo Amazonas, Hebert Moreschi, as dificuldades ocorrem devido ao inchaço do estabelecimento com pacientes vindos de outros municípios para atendimentos de baixa complexidade, que poderiam ser resolvidos nos hospitais dos municípios de origem. “Está afunilando o sistema de saúde de Santarém. Os leitos do SUS dos hospitais conveniados, que geravam essas cirurgias [baixa complexidade], acabaram sendo reduzidos. Estamos discutindo possibilidades de parcerias entre governo do Estado e governo municipal para viabilizar mais leitos desses hospitais conveniados para que dê vazão a essas cirurgias consideradas de baixa complexidade e que não deveriam ser referenciadas para o Hospital Regional”, explicou.

Fonte: Notapajos

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