José Maria Marin, presidente da CBF, faz queixa contra Romário no STF
O
presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), José Maria
Marin, fez uma queixa ao Supremo Tribunal Federal para que o deputado
federal Romário (PSB-RJ) seja condenado por injúria e difamação após
declarações que o ex-jogador deu à imprensa a respeito do dirigente.
Segundo o pedido feito pelos advogados de Marin, o congressista
ultrapassou a sua liberdade de expressão como parlamentar em suas
críticas à nomeação do presidente da CBF ao cargo.
O
documento enviado ao STF na quinta-feira passada cita expressamente uma
entrevista de Romário a vários veículos de imprensa, no dia 6 de março:
Esse presidente tem o passado ligado à Ditadura, não tem moral para
criticar. Dá pena ver a CBF passando suas diretorias de um ladrão para
outro. Um cara que rouba medalhas e energia de um vizinho não tem moral
para falar de Romário ou de qualquer deputado.
Segundo
os procuradores de Marin, não há imunidade parlamentar para Romário
nessa situação, já que a declaração não foi dada dentro de sua atividade
no Congresso. A declaração ofensiva à honra do querelante foi não
proferida no estrito exercício do mandato parlamentar, mas em entrevista
concedida a veículos de imprensa, o que permite a devida persecução
penal.
A
pena por injúria (usar uma expressão desrespeitosa contra alguém) é de
detenção, de um a seis meses, ou multa. A difamação (atribuir a uma
pessoa fato ofensivo à imagem) tem pena de detenção de três meses a um
ano e multa. A queixa-crime pede ainda o acréscimo de um terço nas penas
pelo fato de a vítima ter mais de 60 anos (exceto no caso de injúria) e
pelo fato de as declarações terem sido divulgadas amplamente pela
imprensa.
A
assessoria do deputado Romário disse que o parlamentar está em viagem e
que ele não irá se manifestar sobre o processo até ser citado pela
Justiça. O relator da ação é o Ministro Gilmar Mendes, que ainda
analisará o pedido para citar o acusado.
Fonte: Jornal O Estado de São Paulo
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