Centrais e governo se unem contra proposta de relator para domésticas
Centrais
sindicais e governo federal se unem contra o relatório do senador
Romero Jucá, que regulamenta os novos benefícios concedidos aos
trabalhadores domésticos. Não achamos que os empregados domésticos
tenham de ser trabalhadores de segunda classe como acontecia até agora.
Mas não podemos concordar que esta categoria, agora, passe a ser
privilegiada em relação às demais, desabafou o deputado Paulinho da
Força (PDT-SP), ao criticar a proposta de Jucá de pagar multa de 40%
sobre o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço, inclusive para quem for
demitido por justa causa.
O
Jucá está inventando coisas. Ele quer ficar surfando na onda quando
deveria, apenas, fazer uma regulamentação com o que foi decidido pelo
plenário: estender para os empregados domésticos o que os demais
trabalhadores celetistas têm direito, desabafou Paulinho.
Para
ele, o texto do relatório de Jucá deveria se restringir a ampliar para
os trabalhadores domésticos o que já existe na CLT. Esta é também a
posição do Palácio do Planalto, que entregou a Jucá, na semana passada,
um relatório com suas propostas, que preveem, inclusive a criação de
seguro-desemprego, salário-família e auxílio-acidente, benefícios que
serão bancados pela União.
Na
noite desta segunda-feira, representantes das Centrais sindicais se
reuniram no Palácio do Planalto, com o ministro-chefe da Secretaria
Geral, Gilberto Carvalho. Após o encontro, governo e centrais decidiram
pedir uma reunião com Jucá para levar a insatisfação com as mudanças que
ele está propondo em seu relatório que deverá ser votado na comissão
mista nesta quarta-feira.
Mas
o governo não discorda só do pagamento da multa de 40% para quem for
demitido por justa causa. Na semana passada, a ministra-chefe da Casa
Civil, Gleisi Hoffmann, manifestou sua preocupação com a intenção do
senador Romero Jucá de reduzir de 12% para 8% a alíquota do INSS paga
pelos patrões, sob a alegação de que isso causará um déficit na
Previdência. Jucá quer ainda instituir uma cobrança de 3% para criar um
fundo que substituiria a multa de 40% nos casos de demissão sem justa
causa.
Fonte: Jornal O Estado de São Paulo
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