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PEC 01 quer resguardar honra de políticos contra abuso de promotores
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Mal comemoraram a derrubada da Proposta de Emenda à Constituição 37 (PEC 37)
- que pretendia tirar do Ministério Público a autorização para
investigar crimes –, e o promotores de São Paulo já travam outra guerra,
agora contra a Assembleia Legislativa de São Paulo. Um grupo de
deputados articula a aprovação de outra PEC, a de número 01/2013, que
tenta proibir a promotoria de investigar denúncias de corrupção contra
prefeitos, secretários, vereadores e deputados estaduais.
“Até as manifestações começarem, 90% dos deputados aprovavam a PEC 01”, afirmou ao iG
o autor da proposta, o deputado petebista Campos Machado. Ele reclama
até do aliado PSDB, que “em duas semanas” deixou de apoiar o projeto
para liderar o movimento que tenta engavetá-lo. “A proposta quer
resguardar a honra de políticos contra abuso de promotores sem
responsabilidade alguma. Eles denigrem a imagem de prefeitos e deputados
e depois não sabem como restituí-la.”
AE
Campos Machado (PTB) conversa com deputados da base governista em São Paulo
Co-autor de dois processos que tiraram de cada
deputado o equivalente a R$ 47 mil por ano, o promotor Saad Mazloum
descreve a PEC 01 como uma “retaliação” ao Ministério Público. No dia 22
de junho do ano passado, a Justiça deu parecer favorável a uma ação de
Mazloum e do colega Silvio Antonio Marques que cancelava o benefício
anual de R$ 20.042,37 do chamado auxílio-paletó
, utilizado sob a justificativa de compensar despesas com transporte e comparecimento a sessões ordinárias e extraordinárias.
A dupla de promotores voltou a incomodar oito meses
depois, no dia 1° de fevereiro deste ano, quando conseguiu derrubar o
pagamento do auxílio-moradia
: R$ 2.250 mensais aos 94 deputados da Alesp, incluindo aqueles com
residência própria na capital. No dia 13 de maio a decisão foi
confirmada.
“O deputado Campos Machado [PTB] apresentou a PEC cinco
dias depois, no dia 6 de fevereiro”, diz Mazloum. “Eu encaro como uma
retaliação ao Ministério Público, assim como aconteceu com a PEC 37,
porque os deputados federais nos ameaçavam com a aprovação da proposta.
Eles mudaram de lado por causa das manifestações.”
O deputado chamou a opinião do promotor de “leviana” ao
defender a PEC. “Olha o que fizeram contra o Gabriel Chalita?”, acusado
de receber R$ 50 milhões de empresários quando era secretário estadual
de Educação. “Os promotores os destruíram moral e politicamente.”
De acordo com o deputado, “o Ministério Público é uma
instituição que quer se transformar em Poder”. “O que estou estou
propondo não tem nada a ver com a PEC 37. Ela não tira poderes, mas o
entrega ao mais experiente deles, o procurador-geral de Justiça”, Márcio
Fernando Elias Rosa.
Mazloum explica que em cada comarca um promotor fica
responsável por investigar danos ao patrimônio público. Em razão de suas
proporções, a capital paulista reúne 10 deles. “O promotor é escolhido
por meio de um sorteio eletrônico para assumir a investigação de alguma
denúncia.” Se a PEC 37 emplacar, essa prerrogativa será exclusiva do
procurador-geral de Justiça, que já se manifestou contrário à ideia.
“É humanamente impossível que uma pessoa investigue tanta
gente. Só prefeitos são 644”, contabiliza Mazloum. “Os deputados querem
inviabilizar as investigações para ficarem impunes. Eles sabem que
crime por improbidade prescreve em cinco anos após o mandato, um tempo
muito curto.”
Ao contrário dos promotores, que não podem ser
destituídos de seus cargos, a Alesp pode derrubar o procurador-geral,
homem indicado pelo governador. “Ele pode ser convocado pela Assembleia e
sofrer pressão, ao contrário de nós. Só com independência é possível
investigar.”
Pressionada pela opinião pública, a bancada tucana tentou
derrubar a proposta em votação na noite de quarta-feira (26), mas
Machado conseguiu impedir que isso acontecesse. Agora ele tenta garantir
que o texto seja avaliado apenas no dia 14 de agosto. “Vou fazer uma
campanha de esclarecimento à população. Não há problema se eu perder
porque vou cumprir com minha parte sem medo.”
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