Comissão aprova ajuda financeira a municípios para elaborarem plano diretor
A
Comissão de Desenvolvimento Urbano aprovou, na última quarta-feira
(18), proposta (PL 5420/13, do Senado) que obriga a União a prestar
assistência técnica e financeira aos municípios que ainda não têm plano
diretor urbanístico. O projeto acrescenta a medida ao Estatuto da Cidade
(Lei 10.257/01).
Conforme
a Constituição, o plano diretor deve ser necessariamente elaborado nos
municípios com mais de 20 mil habitantes. O Estatuto da Cidade, por sua
vez, estendeu a obrigação aos municípios: integrantes de regiões
metropolitanas e de áreas de especial interesse turístico; os inseridos
em localidades sob influência de atividades com significativo impacto
ambiental regional ou nacional; os incluídos no cadastro nacional de
áreas suscetíveis à ocorrência de grandes deslizamentos; entre outros.
O
projeto busca proporcionar também aos outros municípios a oportunidade
de ter um instrumento de ordenação urbana, independentemente de serem ou
não obrigados a fazê-lo. O texto recebeu parecer favorável da relatora,
deputada Nilmar Ruiz (PEN-TO). Ela argumentou que é muito difícil,
sobretudo para as pequenas cidades, conseguir recursos para elaborar seu
plano diretor. Já fui prefeita e sei da importância desse documento
para normatizar o crescimento e a ocupação urbana. O problema é que a
maioria dos pequenos municípios não tem condição técnica e financeira
para elaborá-lo”, declarou.
Emenda rejeitada
Nilmar
acrescentou que a União já reuniu muita experiência durante a
instituição dos planos dos municípios que foram obrigados a fazê-los e
que deve dividir esse conhecimento agora com todo o País. A relatora
rejeitou uma emenda que retirava a previsão de que a União também
ajudasse financeiramente as cidades na feitura dos planos. “Os
municípios têm inúmeras demandas a atender e os recursos orçamentários
nunca são suficientes”, destacou, ressaltando que o item ainda será
avaliado pela Comissão de Finanças e Tributação.
Tramitação
Além
da Comissão de Finanças, a proposta, que tramita em regime de
prioridade e em caráter conclusivo, será analisada ainda pela Comissão
de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Fonte: Câmara dos Deputados Federais
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