INELEGIBILIDADE: TJ mantém condenação de ex-prefeito de Boa Vista por improbidade
O
Tribunal de Justiça negou o recurso interposto pelo ex-prefeito de Boa
Vista Iradilson Sampaio, em ação de improbidade administrativa proposta
pelo Ministério Público de Roraima, e condenou o ex-gestor ao pagamento
de multa no valor R$ 1,8 milhão, bem como a suspensão de seus direitos
políticos por oito anos, por desvio de recursos oriundos da iluminação
pública.
Conforme
acórdão, publicado no Diário da Justiça Eletrônico desta quarta-feira
27/02, ao utilizar o montante arrecadado da Cosip (Contribuição para
Custeio da Iluminação Pública) para outra finalidade qualquer, estranha à
manutenção e ampliação da rede de iluminação pública, o prefeito
praticou conduta configurada como ato ímprobo, razão pela, a turma cível
do Tribunal de Justiça do Estado de Roraima foi unânime ao negar
provimento a apelação impetrada pela assessoria jurídica de Iradilson
Sampaio.
Nas
investigações realizadas pelo MPRR à época, ficou comprovado que no ano
de 2008 o ex-prefeito empregou verbas públicas, decorrentes da Cosip em
fim diverso do estabelecido na Constituição da Federal.
“O
réu firmou contrato com a Bovesa, para que a empresa destinasse os
valores arrecadados das taxas de iluminação pública, para pagamento de
despesas de energia elétrica dos prédios públicos municipais, ferindo a
legislação vigente”, aponta um trecho da decisão.
Considera-se
serviço de iluminação pública aquele destinado a iluminar vias e
logradouros públicos, bem como quaisquer outros bens públicos de uso
comum, assim como de atividades acessórias de instalação, manutenção e
expansão da respectiva rede de iluminação. A contribuição destinada ao
custeio do serviço é paga por todos os consumidores, residenciais e não
residenciais, de energia elétrica, e pelos proprietários de imóveis
baldios, devendo ser destinada à manutenção e expansão da rede elétrica.
A
legislação prevê que os valores arrecadados com as taxas de iluminação
pública devem ser destinados a ampliação de pontos de iluminação;
aumento do potencial de iluminação pública, implantação de tecnologia
para a redução de consumo, entre outros.
Luiz
Antônio Araújo de Souza, promotor de justiça do Patrimônio Público,
destaca que “ficou evidenciado nas investigações que o ex-prefeito
contratou e aplicou irregularmente verba pública, trazendo prejuízo aos
munícipes, uma vez que estes têm convivido com péssima iluminação nas
ruas da cidade de Boa Vista”.
Fonte: Ministério Público de Roraima
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