Cartórios do Amazonas deverão oficializar casamento civil homoafetivo
Após
a publicação da resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ),
qualquer pessoa que tiver dificuldade em formalizar o casamento
homoafetivo em algum cartório do Estado, poderá procurar a Corregedoria
Geral do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), para denunciar.
As
pessoas que tiverem dificuldade em oficializar o casamento civil entre
pessoas do mesmo sexo em algum cartório do Amazonas, a partir da
publicação da resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), poderão
procurar a Corregedoria Geral do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM)
para fazer a sua reclamação.
A
informação é do corregedor geral de Justiça do Amazonas, desembargador
Yedo Simões de Oliveira. Qualquer pessoa poderá procurar a Corregedoria
Geral de Justiça e reclamar. A partir da publicação oficial, o cartório
que se negar em cumprir a resolução do CNJ poderá vir a sofrer sanções,
alertou. A Corregedoria funciona, das 8h às 14h, de segunda a sexta, na
sede do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), avenida André Araújo,
s/n, Aleixo, Zona Centro-Sul de Manaus.
A
resolução do CNJ, aprovada esta semana, obriga cartórios de todo o País
a realizar o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo ou a converter
a união estável homoafetiva em casamento. Ela
visa dar efetividade à decisão tomada em maio de 2011 pelo Supremo
Tribunal Federal (STF), que liberou a união estável homoafetiva, após
diversas demandas na Justiça. Apesar disso, alguns casais ainda
enfrentavam dificuldades nos cartórios brasileiros para efetivar a união
estável ou convertê-la em casamento civil.
O
desembargador Yedo Simões lembrou que, em sociedades mais evoluídas, já
é realizado o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo e que o
Supremo Tribunal Federal (STF), assim como o Conselho Nacional de
Justiça (CNJ), acompanharam essa evolução. É preciso ouvir o clamor das
ruas e dentro desse clamor tem que existir a decisão pelo que é mais
coerente.
No
entendimento do presidente do STF e do CNJ, ministro Joaquim Barbosa,
uniões entre pessoas do mesmo sexo sempre existiram, o que varia e tem
variado é o olhar que a sociedade lança sobre elas em cada momento da
evolução civilizatória e em cada parte do mundo, conforme entrevistas à
imprensa.
No
Amazonas, há somente três casos de união civil homoafetiva, até hoje. A
primeira foi formalizada em dezembro de 2011 e as outras duas em
novembro de 2012.
Todas
foram realizadas perante ordem judicial. As informações são diretora de
Assuntos de Registro Civil da Anoreg/AM, Juliana Follmer, do 8º Ofício.
Fonte: Tribunal de Justiça do Amazonas
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