PL para compensação de áreas de mananciais está pronto para votação
Mais
um projeto de lei, de autoria do 1º secretário da Assembleia
Legislativa, deputado Enio Tatto (PT), está pronto para ser votado pelo
Plenário. É o PL 245/2011, que determina ao governo do Estado a adoção
de medidas compensatórias para os municípios possuidores de áreas de
mananciais.
O
PL ficou pronto para a votação após receber pareceres favoráveis das
comissões de Constituição, Justiça e Redação; Meio Ambiente e
Desenvolvimento Sustentável; e de Finanças, Orçamento e Planejamento.
Outro projeto do 1º secretário pronto para ser votado é o 68/2012, que
dispõe sobre a implantação de pátios para a entrega voluntária de
veículos em mau estado de conservação e segurança no Estado de São
Paulo.
Conforme
a proposta de Enio Tatto, a compensação deverá ser feita na forma de
aplicação de recursos financeiros, investidos em infraestrutura nos
municípios, por meio de convênio firmado entre o governo do Estado de
São Paulo e as cidades em que estão localizadas as áreas de mananciais. O
PL visa estimular o uso racional da água, ao invés de transformar a
cobrança pelo seu uso em mais um imposto, justifica.
O
autor do PL diz que seu projeto decorre da Lei Federal 9.433/1997, que
estabeleceu a Política Nacional de Recursos Hídricos (PNRH). Entre as
inovações, destacam-se a adoção do conceito de bacia hidrográfica como
unidade de gestão dos recursos hídricos, a valorização dos múltiplos
usos da água - tais como abastecimento e saneamento básico, transporte e
irrigação - e o reconhecimento da água enquanto valor econômico.
Para
o 1º secretário, a Grande São Paulo tem pouquíssima água para abastecer
cerca de 20 milhões de habitantes devido à urbanização das várzeas e
áreas de mananciais e à falta de tratamento de esgotos e saneamento.
Atualmente quase todas as fontes de água da região encontram-se poluídas
e a garantia de abastecimento público é um desafio para a
sustentabilidade da maior metrópole do país, comenta.
Nesse
contexto, os municípios têm importante papel reservado para a proteção e
recuperação dos mananciais. Cabe a eles garantir acesso aos direitos,
aos serviços e à infraestrutura para todos os seus habitantes,
fiscalizar e proibir a degradação dos mananciais, garantir o saneamento e
valorizar o serviço ambiental prestado pelas áreas de mananciais,
observa Enio Tatto.
Defendo
a criação de mecanismos de compensação financeira a esses municípios
por suportarem várias restrições no uso de seu espaço territorial e da
necessidade de se garantir água de qualidade à população da Região
Metropolitana de São Paulo. Os municípios não recebem praticamente nada
de compensação, embora tenham suas demandas aumentadas e seu crescimento
econômico e populacional limitado, conclui o autor do PL.
Fonte: Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo
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