Integração Nacional aprova emendas do Senado a sistema de Defesa Civil
A
Comissão de Integração Nacional, Desenvolvimento Regional e da Amazônia
aprovou, na quarta-feira (22), duas emendas do Senado à proposta (PL
2374/03) que obriga pessoas físicas ou jurídicas a enviar informações
aos órgãos de defesa civil, para possibilitar a ação rápida em caso de
desastre. Pelas alterações da Casa revisora, atividades militares ficam
isentas desta obrigação.
Na
opinião do relator, deputado Simplício Araújo (PPS-MA), as emendas não
alteram de forma significativa o teor do projeto aprovado na Câmara.
“Elas não diminuem as condições de planejamento e execução de ações
preventivas e de socorro trazidas pela proposta”, diz. A proposta foi
aprovada originalmente pela Câmara em 2008.
Informações
O
projeto, do deputado Sandro Mabel (PMDB-GO), obriga órgãos públicos e
empresas privadas a informar previamente aos órgãos de defesa civil
sobre quaisquer atos por eles praticados que possam levar à necessidade
de ações preventivas, de socorro, assistenciais ou recuperativas na área
de defesa civil.
A
proposta prevê ainda a comunicação imediata das situações anormais
decorrentes de empreendimentos ou atividades que possam causar danos
pessoais, materiais ou ambientais à comunidade.
Regras
Conforme
o texto, a Defesa Civil poderá solicitar informações técnicas sobre
procedimentos, instalações e equipamentos que possam ocasionar danos. Se
as informações prestadas forem insuficientes, o órgão poderá fazer
vistorias e medições para obter os dados necessários ao planejamento das
ações de defesa civil.
As
usinas hidrelétricas, termelétricas e nucleares; os diques e barragens
destinados à regularização de cursos d’água; os depósitos de munições e
explosivos; e as refinarias, destilarias e distribuidoras de
combustíveis, além de prestarem informações à defesa civil, ficam
obrigadas a promover as medidas necessárias à segurança de suas
instalações.
Tramitação
As
emendas do Senado ainda serão analisadas pela Comissão de Constituição e
Justiça e de Cidadania antes de serem votadas pelo Plenário.
Fonte: Câmara dos Deputados Federais
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