Ex-Comandante da PM é condenado por improbidade administrativa
O
Juiz de Direito da Vara da Fazenda Pública de Mossoró, Airton Pinheiro,
condenou o Coronel PM Elias Cândido de Araújo por improbidade
administrativa. O militar se prevaleceu da superioridade hierárquica
para fabricar versão sobre uma diligência quando era 2º Comandante do
Batalhão da Polícia Militar, ordenando a uma equipe que deixasse de
efetuar prisão em flagrante de um homem que portava arma de fogo sem
autorização legal.
O
Magistrado condenou o Coronel em ação civil pública ajuizada pelo
Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), por meio das
Promotorias de Justiça com atribuições na defesa do Patrimônio Público de Mossoró.
Na
sentença, o Juiz Airton Pinheiro condena o Coronel Elias Cândido de
Araújo ao pagamento de multa civil no valor de R$ 20 mil, cumulada com a
proibição de contratar com o poder público ou receber benefícios ou
incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que
por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo
prazo de três anos. As custas processuais também terão que ser pagas
pelo militar.
O
Magistrado concluiu, baseado nas provas apresentadas nos autos do
processo pelo MPRN, que o então 2º Comandante do Batalhão da PM
interferiu indevidamente em uma diligência policial, motivado por
vínculo pessoal com o cidadão Rosemberg Estevão da Silva (que portava
ilegalmente uma arma).
Com
esta conduta o Coronel Elias Cândido de Araújo praticou ato de
improbidade; atuou em contrariedade aos deveres funcionais do Policial
Militar; procedeu de maneira imoral, prevaricando; e agiu com
parcialidade em favor de quem se encontrava em situação de flagrância, o
Rosemberg Estevão que, inclusive, foi condenado pelo porte ilegal de
arma.
O
fato ocorreu no ano de 2008, quando uma guarnição da Polícia Militar
abordou três homens em atitude suspeita, no bairro de Santo Antônio, em Mossoró. Foi
quando Rosemberg Estevão, uma das pessoas que seriam revistadas,
telefonou para o então comandante do 2º Batalhão da PM. Em seguida, o
Coronel PM pediu para falar com o comandante da patrulha e ordenou que
todos os abordados fossem liberados.
Fonte: Ministério Público do Rio Grande do Norte
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