Governo busca fórmula que não onere os patrões de domésticas
A
ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, disse ao Estado que a
maior preocupação do governo, ao elaborar o texto que regulamenta os
novos direitos das domésticas, é encontrar uma fórmula que não fique
caro demais para os empregadores e faça com que eles prefiram arriscar,
desistindo de assinar as carteiras dos empregados.
Nossa maior
preocupação é garantir que todos os direitos previstos sejam de fato
efetivado, disse a ministra. Não podemos onerar o empregador a ponto
dele preferir ir para a informalidade, prosseguiu a ministra, ao
explicar que, por isso, o governo está tendo todo cuidado ao fazer a
regulamentação.
Nesta
quarta-feira foi realizada a segunda reunião com os representantes de
todas as áreas envolvidas para discutir o tema. O governo está fazendo
as contas e desenhando como será o Simples das domésticas, para
estruturá-lo. A ideia é juntar todas as contribuições que o empregador
terá de fazer em um único pagamento para facilitar o empregador e não
afugentá-lo de cumprir com as suas obrigações trabalhistas.
No
caso do empregador do doméstico, não se pode ter o mesmo rigor e
cobranças que se tem em relação às empresas, comentou a ministra.
Segundo ela, o governo está buscando o equilíbrio para assegurar estas
importantes conquistas obtidas pelo trabalhador.
Gleisi
Hoffman informou ainda que o governo está fazendo também vários estudos
de impactos dos benefícios aprovados que terão de ser pagos pela União,
como seguro desemprego, salário família, entre outros. Mas não adiantou
quais foram os primeiros números encontrados. A ministra também não
quis adiantar se pode haver alguma alteração em relação aos valores
pagos hoje por patrões e empregados relativos ao INSS, que é de 20% no
total. Ainda estamos estudando qual é a contribuição que vai ser
efetivada. Precisamos ver como vamos fazer para facilitar a vida do
empregador e do empregado para que todos saiam ganhando e os domésticos
usufruam de seus direitos, afirmou.
Nesta
quinta-feira uma nova rodada de reuniões será realizada no Palácio do
Planalto, com representantes dos ministérios da Previdência, do
Trabalho, da Mulher, do Planejamento, da Caixa Econômica Federal e da
Receita Federal.
Fonte: Jornal O Estado de São Paulo
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