MPMA aciona prefeita por contratações temporárias ilegais de professores e servidores
A Promotoria de Justiça da Comarca de Vargem Grande (a 176 km
de São Luís) ajuizou, em 9 de abril, Ação Civil Pública por Atos de
Improbidade Administrativa contra a prefeita do município de Presidente
Vargas (Termo Judiciário da Comarca), Ana Lúcia Cruz Rodrigues Mendes,
pela contratação temporária ilegal de professores e auxiliares
operacionais, mesmo havendo cadastro de reserva resultante de concurso
público realizado pelo Município em julho de 2011.
Na
manifestação do Ministério Público do Maranhão (MPMA), o promotor
Benedito de Jesus Nascimento Neto cita, pelo menos, 63 casos de
professores e servidores contratados temporariamente, apesar de
existirem aprovados remanescentes do concurso público de 2011. Além de
não observar o cadastro de reserva, a gestora municipal contratou os
professores e auxiliares operacionais sem autorização da Câmara de
Vereadores do município.
Por
que o Município de Presidente Vargas, diante da necessidade de
servidores para atender à demanda na área da educação e havendo lista
com aprovados em cadastro de reserva, preferiu contratar temporariamente
outras pessoas em detrimento dos concursados remanescentes?, questiona o
promotor na Ação.
Outra
ilegalidade cometida pela prefeita de Presidente Vargas foi a
determinação para que alguns professores atuassem em duas escolas,
configurando as chamadas dobradinhas.
PEDIDOS
Na
Ação, além da perda do cargo de prefeita de Presidente Vargas, o
representante do MPMA requer que Ana Lúcia Cruz Rodrigues Mendes seja
condenada à restituição de todos os valores pagos aos contratados
temporariamente, com e sem autorização da Câmara de Vereadores.
Também
requer que a Justiça condene a gestora municipal à suspensão dos
direitos políticos, por 5 anos, e ao pagamento de multa de até 100 vezes
o valor da remuneração recebida e à proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, por 3 anos.
Outro
pedido feito na Ação Civil Pública por Atos de Improbidade
Administrativa do MPMA é o encaminhamento da lista contendo nomes,
cargos, locais de lotação, remunerações, datas de contratação, vias dos
contratos temporários, com autorização legislativa ou sem ela, desde 1º
de janeiro deste ano até a data da expedição das informações.
O
promotor Benedito de Jesus Nascimento Neto igualmente solicita que
sejam informados nomes, cargos, locais de lotação, remunerações, datas e
vias de nomeação de todos os professores que fazem dobradinhas no
município.
AÇÃO ANTERIOR
No
dia 8 deste mês, o titular da Promotoria de Justiça da Comarca de
Vargem Grande ajuizou Ação Civil Pública com pedido de liminar
requerendo a nomeação e posse dos aprovados remanescentes do concurso de
2011, prejudicados pelas contratações temporárias feitas ilegalmente
pela prefeita Ana Lúcia Cruz Rodrigues Mendes.
Fonte: Ministério Público do Maranhão
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