Considerado um jornal virtual por onde é possível obter repercussões e notícias dos tribunais, atualizações da legislação brasileira, além de notícias, denúncias, postagens e idéias sobre Santarém, Pará, Brasil e Mundo.
Ágil, multiplicador e dócil na divulgação da informação
Por trás da agenda positiva, Congresso vai contra ‘voz das ruas’
Gerar link
Facebook
X
Pinterest
E-mail
Outros aplicativos
Em meio às respostas claramente destinadas às
manifestações que ganharam as ruas nas últimas semanas, o Congresso tem
discutido e votado, sem alarde, uma série de propostas que vão de
encontro aos interesses manifestados nos protestos. A lista de propostas
debatidas nos corredores da Câmara e no Senado inclui desde questões
como a revisão das regras eleitorais até a alteração da Lei da Ficha
Limpa, passando pelo debate sobre o voto secreto de parlamentares e a
criação de um marco regulatório na internet brasileira.
Somente nos últimos dias, a apreciação de
várias propostas evidenciou a ação dos parlamentares. Na noite desta
quarta-feira, por exemplo, as atenções voltavam-se para as negociações
na Câmara em torno do projeto sobre a destinação dos royalties no
petróleo, sob risco de os parlamentares alterarem o texto e reduzirem a
fatia desses recursos destinada à educação.
Nesta semana, deputados enterraram a proposta
de um plebiscito para a reforma política, apesar das manifestações
contra a corrupção do sistema político-eleitoral. A ideia, capitaneada
pela presidente Dilma Rousseff, não sobreviveu nem duas semanas. Já no
Senado, uma das decisões que jogou contra a demanda popular foi a de
derrubar a proposta de emenda à Constituição que pretendia acabar com o
cargo de segundo suplente. Nesta quarta-feira (10), no entanto, os
senadores voltaram atrás e aprovação a redução no número de suplentes.
Agência Brasil
Até mesmo a derrota da PEC 37 corre o risco de ser revertida no futuro
Até mesmo a derrota da PEC 37, que restringiria
o poder de investigação do Ministério Público e cuja derrubada é tida
como uma das respostas do Congresso à “demanda das ruas”, corre o risco
de ser revertida no futuro. Embora seja clara a regra que impede que a
proposta seja reapresentada de imediato, o autor do texto, o deputado
Lourival Mendes (PTdoB-MA), vem estudando uma forma de reapresenta-la no
próximo ano, como informou o iG
nesta quarta-feira. Para isso, ele diz ter o apoio de defensores
públicos e delegados da Polícia Federal, principais interessados no
assunto.
Uma das movimentações que ganha corpo no Congresso, como noticiou o iG
no início desta semana, é a discussão sobre mudanças na Lei da Ficha
Limpa. O texto nasceu de um projeto de iniciativa popular e foi
referendado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). No entendimento dos
congressistas, entretanto, o texto da Lei Complementar 135, de 2010,
precisa de “correções”.
Um anteprojeto sobre o assunto ainda não foi apresentado,
mas já circulam sugestões como a de aliviar a punição para políticos
que forem considerados inelegíveis pela Justiça Eleitoral. Um dos itens
trata do prazo para início da contagem do tempo de oito anos de
inelegibilidade. A Lei da Ficha Limpa determina que esse prazo comece a
ser contado após o cumprimento da pena de reclusão. Os deputados querem
subtrair desses oito anos o período transcorrido entre a decisão do
colegiado que o condenou e o trânsito em julgado. Adiamento
No Congresso, o comentário de deputados e senadores é o
de que a tal “agenda negativa” tem sido articulada silenciosamente,
enquanto projetos que se alinham às demandas da população são tratados
com pompa. Assim, algumas discussões têm sido jogadas para frente, na
esperança de que o clima gerado com os protestos esfrie com o passar dos
meses.
Nesta semana, a Câmara, por exemplo, não chegou a um
acordo para votar a chamada minirreforma eleitoral. A apreciação da
proposta só deverá acontecer depois do recesso parlamentar, marcado dia
18 de julho. O texto inclui itens polêmicos, como o que autoriza a
candidatura de políticos que tiveram suas contas de campanha já
rejeitadas pela Justiça em eleições anteriores, desde que essas contas
tenham sido apresentadas no tempo certo previsto pela Lei das Eleições.
A proposta também prevê regras para a chamada
“pré-campanha”. Isso libera os candidatos para participarem de
atividades com efeito eleitoral fora do período de campanha estabelecido
pela lei. O texto também aborda questões como a propaganda nas redes
sociais. “É uma proposta que vai desburocratizar a eleição”, defende o
deputado Anthony Garotinho (PR-RJ) que fez parte do grupo de trabalho
que elaborou a proposta.
À frente do grupo de trabalho que discute a minirreforma
eleitoral, o deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP) afirma que as mudanças
propostas pelo texto não contrariam a demanda das ruas, mas sim corrigem
falhas. “Todas as mudanças que estamos propondo são positivas”,
argumenta o parlamentar.
Outro assunto que acabou ficando para depois é a
discussão da lei que tipifica o crime de terrorismo no Brasil. O texto
está sendo relatado pelo senador Romero Jucá (PMDB-RR). Uma das
preocupações levantadas em torno do assunto é o risco de a lei permitir o
enquadramento de movimentos sociais e até mesmo de manifestações como
as que atingiram o país nas últimas semanas. Voto secreto
Em alguns casos, o Congresso levantou discussões que
encontram respaldo na demanda popular, mas caminha apenas para uma
mudança parcial nas regras. Se depender da Câmara, por exemplo, fim do
voto secreto de parlamentares deve se restringir às votações de cassação
de mandato.
De qualquer forma, essa discussão deve demorar a dar
resultado. No calor das manifestações, a Comissão de Constituição e
Justiça (CCJ) da Câmara chegou a aprovar a PEC 196, conhecida como PEC
do Voto Aberto. Não há previsão de quando a proposta seguirá para o
plenário, já que ainda aguarda a formação de uma comissão especial mista
que analisará seu mérito.
Ao dar seguimento à tramitação dessa proposta, os líderes
da Câmara deixaram em segundo plano uma proposta bem mais ampla, a PEC
348, apresentada em 2001, e que prevê voto aberto para todas as
deliberações do Congresso.
Já a proposta aprovada na CCJ do Senado na semana passada
é mais ampla que a aprovada na Câmara. De autoria do senador Paulo Paim
(PT-RS), a emenda prevê o fim do voto secreto nas três situações
previstas na Constituição Federal – cassação de mandato parlamentar,
votações de vetos presidenciais e de indicações de autoridades. Nesse
caso, a proposta precisa ainda ser aprovada em dois turnos no Plenário
do Senado antes de seguir para a apreciação da Câmara. Internet
No bojo das discussões sobre a criação do chamado marco
regulatório da internet, também uma demanda presente nos protestos,
interesses empresariais acabaram se sobrepondo e fazendo com que a
votação fosse adiada sucessivamente. O relator da proposta, deputado
Alessandro Molon (PT-RJ) esperava que nesta semana o projeto fosse
apreciado na Câmara, mas um novo adiamento ocorreu durante a reunião de
líderes realizada na terça-feira. A votação se faz ainda mais
necessária, segundo ele, diante das denúncias de espionagem comandadas
por autoridades dos Estados Unidos na internet brasileiro.
O ponto central do conflito é a chamada “neutralidade de
rede”, rejeitada pelas empresas de telecomunicações. Estabelecer a
neutralidade significa impedir que as teles continuem controlando a
velocidade de conexão e discriminando pacotes com base no perfil dos
consumidores. Essa discriminação atinge especialmente os serviços de voz
sobre IP (VoIP) e downloads, atividades diretamente concorrentes com os
serviços de telefonia e opção bem mais barata para o usuário.
Na reunião de líderes que tratou do assunto, na
terça-feira, pesou a posição contrária do líder do PMDB, Eduardo Cunha
(RJ), sobre o tema.
Fonte: IG
Grupamento Fluvial com a carga apreendida. (Foto: Divulgação/ Polícia Civil) O Grupamento Fluvial do estado e da Marinha do Brasil apreenderam na terça-feira (22), comboio de barcos com transporte irregular de cerca de 300 metros cúbicos de madeira em toras de diversas essências no arquipélago do Marajó. Duas pessoas foram presas em flagrante por serem as responsáveis pela carga e também por uma arma encontrada na embarcação.
Publicado por Márcia Trivellato No momento em que uma pessoa morre, todos os seus bens e direitos são transferidos automaticamente para os seus herdeiros. Entretanto, para que este patrimônio seja transferido para os herdeiros, é necessária a abertura do inventário. Leiam os tópicos a seguir e entendam melhor sobre o assunto!
O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou na última quarta-feira (10), por 9 votos a 1, que cartórios de registro civil de todo o país prestem serviços adicionais, como emissão de documento de identificação e documento do carro. Esses cartórios, tradicionalmente, oferecem certidões de nascimento, casamento e óbito, mas pleiteavam aumentar o rol de serviços remunerados. Os ministros entenderam que a ampliação pode facilitar a prestação de serviços a comunidades no interior do país. Eles estabeleceram, porém, que os serviços só poderão ser prestados mediante convênios aprovados pelos cartórios e Conselho Nacional de Justiça (CNJ) ou pelas corregedorias dos tribunais de justiça dos estados. O Supremo analisou uma ação proposta no fim de 2017 pelo Partido Republicano Brasileiro (PRB). A legenda questionou trechos de lei que autorizara...
Comentários
Postar um comentário