Legislativo debate a PEC 1/2013, a chamada PEC da dignidade
Com
a presença de prefeitos e vices e de representantes de vários
sindicatos, a Assembleia Legislativa promoveu, por iniciativa do líder
do PTB, Campos Machado, nesta sexta-feira, 14/6, a discussão sobre a PEC
1/2013, que acrescenta ao artigo 22 da Constituição do Estado o §3º,
que declara ser o procurador de Justiça a autoridade mais adequada para
empreender as ações necessárias para a garantia e manutenção da
probidade e legalidade administrativa contra as pessoas públicas
(governador e vice, secretários de Estado, deputados estaduais, membros
do Poder Judiciário, membros do Ministério Público, conselheiros do
Tribunal de Contas, prefeitos e vices e representantes de sindicatos de
classe). A PEC 1, assinada por Campos e mais 32 parlamentares, é
considerada pelas autoridades como a proposta da dignidade ou da
liberdade.
Coordenado
por Campos, o ato de apoio contou com as presenças de várias
autoridades do Legislativo, Executivo municipal e do Judiciário (como o
consultor jurídico Luiz Flávio DUrso, ex-presidente da OAB-SP por três
vezes). O Ministério Público é uma das mais sérias instituições do país,
mas uma parte dela adora sair nos jornais, disse Machado que enfatizou
ser este debate uma oportunidade histórica. O parlamentar mencionou a
PEC 37, em tramitação na Câmara dos Deputados, que alija os promotores
de qualquer investigação de ordem criminal.
Para
os deputados e para o representante do Judiciário, as duas PECs
garantem o respeito à Constituição Federal. Ninguém está contra o
Ministério Público. A legislação diz que cabe ao Ministério Público
fiscalizar a investigação da Polícia Judiciária, e não exercer o seu
papel. A PEC 1 é semelhante, pois transfere um poder que está na ponta
para outro integrante do mesmo poder, que é melhor qualificado, disse
DUrso.
Compromisso com a democracia
O
deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), favorável às duas PECs (1 e 37)
afirmou ser antidemocrático quando um promotor permite que coisas menos
importantes interfiram na política nacional. Um promotor não pode, a
partir de denúncia anônima, iniciar uma investigação contra uma
autoridade. Só que a legislação não permite que esse promotor seja
punido.
Nesse
sentido, os deputados estaduais Beto Trícoli (PV), Luciano Batista
(PSB), José Bittencourt (PSD), Luiz Claudio Marcolino e Antonio Mentor
(ambos do PT), todos favoráveis à aprovação da PEC 1/2013, ressaltaram a
coragem e determinação do autor da proposta ao apresentá-la na
Assembleia.
Alguns
desses deputados quando foram prefeitos, como Luciano Batista e Beto
Trícoli, responderam a vários processos. Em um ano respondi a 600
ofícios de um único promotor e respondi a 483 processos, dos quais fui
absolvido de 480, informou Trícoli, ex-prefeito de Atibaia por duas
vezes.
Para
o relator da proposta de emenda constitucional paulista, deputado José
Bittencourt, a instituição Ministério Público não representa o Poder
Judiciário. Portanto, não pode se arvorar no direito de poder, como o
Legislativo, Executivo e o próprio Judiciário. Defendemos o princípio da
autonomia e a convivência harmônica, declarou José Bittencourt.
Participaram também o deputado Ramalho da Construção e o vereador paulistano Marquito.
Campos
Machado convidou os participantes a comparecerem na Assembleia
Legislativa, em 14/8, uma possível data para aprovação da PEC em
Plenário.
Fonte: Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo
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