Protestos acendem sinal amarelo para o turismo na Copa 2014
Manifestantes vão às ruas em Fortaleza (CE), protestar contra os gastos públicos com a Copa das confederações e Copa 2014
O setor de turismo acendeu o ‘sinal amarelo’
sobre a venda de pacotes de turismo para a Copa de 2014. As
manifestações por todo o país, em plena realização da Copa das
Confederações, e os boatos de que a competição poderia até não
acontecer, que pipocam nas redes sociais, já despertam uma série de
questionamentos por parte de turistas individuais e grupos que adquirem
pacotes corporativos. Ainda não há uma procura por cancelamentos
formais. Porém, as perguntas feitas às empresas do setor incluem essa
possibilidade.
O assessor da diretoria ligada ao receptivo da
Associação Brasileira das Operadoras de Turismo (Braztoa), Claudio Del
Bianco, afirma que já há um movimento de incerteza por parte dos
turistas.
“As pessoas se assustam um pouco com tudo que está acontecendo. Perguntam sobre a posição geográfica do hotel escolhido para hospedagem e se o local pode ser atingido em um eventual confronto.
“As pessoas se assustam um pouco com tudo que está acontecendo. Perguntam sobre a posição geográfica do hotel escolhido para hospedagem e se o local pode ser atingido em um eventual confronto.
O principal questionamento é sobre a
possibilidade de novas manifestações, como as que vem ocorrendo, durante
a Copa do Mundo. Mas ainda estamos longe de uma possibilidade real de
cancelamentos”, diz ele. Os associados da Braztoa respondem por cerca de
85% dos pacotes turísticos comercializados no país – nacionais e
internacionais - e 18% dos bilhetes aéreos emitidos aqui.
O diretor executivo do Rio Convention &
Visitors Bureau, Paulo Senise, afirmou que, até o momento, não está
sendo percebido impacto no setor turístico no que se refere a
cancelamentos. “Temos sido procurados para esclarecimentos sobre a
situação, mas nada que ofereça risco à demanda turística já contratada
ou que atrapalhe nosso trabalho de apoio à captação de eventos.” disse
ele.
Sobre as manifestações e os efeitos no turismo, a
Associação Brasileira da Indústria de Hotéis no Rio de Janeiro (ABIH-RJ)
também garantiu que até o momento não houve impacto em termos de
ocupação.Mas o presidente da entidade, Alfredo Lopes, acredita em problemas pontuais em áreas que foram alvo da maior parte das manifestações, como é o caso do centro da cidade.
O preços dos hotéis nas cidades-sede da competição prometem ser salgados. Levantamento da Embratur mostra que as tarifas poderão ser até 376,4% mais caras do que os preços normais.
Comentários
Postar um comentário