C.FED - Apae pede apoio de parlamentares para manter oferta de ensino especializado
O
deputado Eduardo Barbosa, que também participou da manifestação,
defendeu a inclusão dos deficientes na escola normal sem acabar com a
escola especial, que atenderia os estudantes com deficiências mais
graves.
A
Federação das Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes)
organizou um protesto hoje pela manhã no gramado do Congresso Nacional. A
federação é contra a extinção das escolas especiais, prevista em
mudança feita pelo Senado ao Plano Nacional de Educação (PNE).
O
PNE foi aprovado pela Câmara em outubro do ano passado. No Senado, o
relator da proposta, José Pimentel (PT-CE), alterou o texto para acabar
com o repasse de recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da
Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb),
a partir de 2016, a instituições especiais de ensino. Dessa forma, inviabiliza-se o atendimento das Apaes.
O
fim do repasse estava previsto no texto original previsto pelo
Ministério da Educação, enviado pelo Poder Executivo, mas a Câmara havia
alterado esse texto para manter o repasse à educação especial.
Os
jovens matriculados nessas instituições passariam a integrar as escolas
regulares. Segundo Pimentel, o objetivo da mudança é garantir às
pessoas com deficiência o acesso e condições para a permanência na
escola.
Segundo
a presidente da Federação Nacional das Apaes, Araci Ledo, a proposta
representa, na prática, a extinção de todas as escolas que atendem
exclusivamente alunos especiais.
Se essa mudança for aprovada no Senado, o Plano Nacional de Educação voltará a ser analisado pela Câmara.
O
deputado Eduardo Barbosa (PSDB-MG) - que é presidente da Federação
Nacional das Apaes - acredita que os senadores vão aprovar o texto da
Câmara, que prevê a coexistência da inclusão dos deficientes na escola
normal e a escola especial. “Vamos reverter esse processo nas próximas
comissões. Os senadores estão sensíveis e mobilizados. O texto do Senado
inclusive contradiz um decreto da Presidência da República que prevê a
coexistência das escolas especiais.”
Manifestação
das Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de diversos
estados, contra um ponto do Plano Nacional de Educação que determina que
alunos com deficiência estudem nas escolas regulares
Segundo
os manifestantes, o Ministério da Educação deseja que as unidades da
Apae funcionem apenas como centros de atendimento especializado,
obrigando os jovens ali atendidos a serem matriculados nas escolas
regulares que, na avaliação deles, não estão habilitadas a prestar esse
atendimento.
“Lutamos
muito para que a educação regular esteja aberta às pessoas com
deficiência, mas o MEC acredita que apenas a educação regular dá conta
de todas as deficiências, e a nossa experiência mostra que não.
Precisamos das escolas especiais, que dão atendimento a pessoas com
deficiências maiores, que precisam de abordagens pedagógicas mais
especializadas”, disse o deputado Eduardo Barbosa, que também participou
da manifestação.
Pais,
professores, profissionais da área e jovens atendidos pelas Apaes
participaram da manifestação, alegando que as crianças e adolescentes
atendidos pela associação requerem cuidado especial e atendimento
diferente do oferecido pela rede pública de ensino.
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