MP propõe ação de improbidade contra delegado e cinco inspetores da Polícia Civil
O
Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) ajuizou ação
civil pública, por ato de improbidade administrativa, requerendo o
afastamento do delegado da Polícia Civil Tullio Antônio Pelosi e dos
inspetores Alex Martins de Oliveira, Hélio José Ribeiro Rodrigues, Paulo
Cesar Ramos, Ricardo Luiz Fernandes e Silva e Marco Antonio Ribeiro de
Carvalho.
Eles
também são acusados de sequestrar e extorquir dinheiro do contador
Odilon Soares Motta, após descobrirem, por meio de um informante, que o
mesmo estava envolvido em um milionário esquema de fraudes no
recolhimento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços
(ICMS). Pelos mesmos fatos, os denunciados são réus em outra ação penal,
por crime de extorsão, mediante sequestro (processo número
000049-46-2011.8.19.0068).
Odilon
foi sequestrado em 2 de dezembro de 2010, em Rio das Ostras. Algemado e
transportado em uma viatura oficial, foi mantido como refém na Polinter
do Andaraí. A ação durou aproximadamente 12 horas e foi precedida da
confecção de um dossiê, com informações sobre familiares da vítima. O
relatório, usado pelos denunciados para extorquir a vítima, foi
apreendido em operação da Corregedoria de Polícia Civil.
Na
ação de improbidade, proposta à 1ª Vara de Rio das Ostras, os
promotores de Justiça Luiz Fernando Amoedo e Fernanda Mattioli Vieira
Bastos pedem a condenação dos réus à perda da função pública, caso ainda
a mantenham; a suspensão de seus direitos políticos por cinco anos; o
pagamento de multa civil de até cem vezes o valor da remuneração
percebida; e a proibição de contratar com o poder público ou receber
benefícios ou incentivos fiscais obtidos por meio de crédito, direta ou
indiretamente, pelo prazo de três anos.
Consta
dos autos também a notícia de falecimento de Odilon Soares Motta,
vítima de crime de homicídio, ocorrido em 17 de dezembro de 2011, em Macaé. O crime está sendo apurado por meio de inquérito policial número 4721/2011, em curso na 128ª DP.
Fonte: Ministério Público do Rio de Janeiro
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