Justiça acata pedido do MPE e obriga Estado a realizar obras em escola pública
O
Governo do Estado de Mato Grosso deverá, no prazo de 60 dias, reformar a
estrutura elétrica e física, da Escola Estadual José Alves Bezerra
localizada no município de Porto dos Gaúchos, bem como, adaptar o espaço
aos portadores de necessidades especiais. Durante as obras, o Estado
terá que providenciar outro imóvel para realização das aulas. A
determinação judicial acatou, parcialmente, pedido liminar do Ministério
Público Estadual, por meio da Promotoria de Justiça de Porto dos
Gaúchos.
Em
caso de descumprimento da decisão, será aplicada contra o Estado, multa
diária de R$ 10 mil, a qual deverá ser revertida ao Conselho da
Comunidade do município. Além da responsabilização pelas sanções
administrativas e penais cabíveis.
Conforme
ação civil pública de autoria da promotora de Justiça Roberta Cheregati
Sanches, um procedimento investigatório foi instaurado no ano passado,
após visita in loco para esclarecer as condições precárias de
salubridade e segurança da unidade escolar. “Nos deparamos com a
necessidade urgente de reforma ou construção de novos banheiros, cozinha
e refeitórios, diante da precariedade das instalações, inclusive da
construção de uma quadra de esportes coberta”, relata a ação.
Em 2010, a
Vigilância Sanitária realizou vistoria que identificou diversas
irregularidades, dentre elas que a estrutura da cozinha está toda
condenada e apresenta riscos de acidentes. Na decisão, o juiz substituto
Ariel Rocha Soares destaca essa questão e alerta que o laudo foi
elaborado há mais de três anos. “Considerando que até hoje nada foi
feito, conclui-se que pode ter havido um comprometimento na estrutura da
cozinha, podendo inclusive até desabar”, afirma o magistrado.
Um
outro relatório elaborado pelo Sindicato dos Trabalhadores no Ensino
Público de Mato Grosso (Sintep/MT) evidenciou através de fotografias a
precariedade da escola fundada em agosto de 1974. A
primeira manutenção feita na estrutura ocorreu no ano de 1996 e em
2003, onde a escola recebeu apenas uma reforma na pintura. No mesmo ano,
construiu-se a ala administrativa, onde funciona a secretaria, sala dos
professores e sala do diretor. Por último, em 2007, ocorreu nova
ampliação, sendo construídas dez salas de aulas.
A
unidade escolar atende alunos matriculados no ensino fundamental e
médio, educação de jovens e adultos (EJA) e educação especial. Ainda de
acordo com a promotora de Justiça, todo o abandono do espaço constitui
afronta às normas constitucionais e legais que regem a matéria, tornando
evidente a necessidade de intervenção judicial em favor dos alunos.
“Apesar da ampliação, observa-se que os pavilhões antigos nunca sofreram
reforma, a não ser uma pintura há dez anos, estando em plena situação
de abandono, além do risco aos alunos”, acrescenta a promotora.
Fonte: Ministério Público do Mato Grosso
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