Conselho pesquisa custo de ações, excesso de prisões provisórias e reincidência criminal
O
Departamento de Pesquisas Judiciárias do Conselho Nacional de Justiça
(DPJ/CNJ) deve divulgar no próximo mês uma pesquisa sobre o impacto da
competência delegada na Justiça dos estados. Outra pesquisa, em fase de
conclusão, procura identificar a opinião dos juízes de vara criminal
sobre a Lei 12.403, de 2011, que criou as medidas cautelares
alternativas à prisão. O trabalho está sendo feito em parceria com o
Departamento de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e do
Sistema de Execução de Medidas Socioeducativas do CNJ (DMF/CNJ).
No
segundo semestre, o Departamento de Pesquisas Judiciárias divulgará
dois levantamentos, feitos em parceria com o Instituto de Pesquisa
Econômica Aplicada (Ipea): um estudo exploratório sobre o custo e tempo
das ações cíveis na justiça estadual de primeiro grau, e outro sobre a reincidência e itinerários criminais no Brasil.
Vários
outros estudos estão em andamento no Departamento de Pesquisas
Judiciárias, que é, atualmente, a principal fonte de informações sobre o
Poder Judiciário. O DPJ, instituído em 2006 pela Lei nº 11.364, produz
anualmente o Relatório Justiça em Números, com informações dos tribunais
sobre gastos, estrutura de pessoal, número de processos, ou seja, uma
completa radiografia da Justiça brasileira, que é fundamental para a
análise das necessidades, do desempenho e tomada de decisão pelos
tribunais.
O
trabalho do Departamento de Pesquisas Judiciárias possibilitou o
conhecimento do volume de processos em tramitação, número de
julgamentos, de juízes e servidores. Para a consolidação do Justiça em Números, o DPJ recebe as informações dos tribunais, processa-as e apresenta a análise da situação.
O
relatório, que integra o Sistema de Informações Estatísticas do Poder
Judiciário, é hoje indispensável à gestão dos tribunais. Com o objetivo
de estimular o debate acadêmico sobre a administração da Justiça, o DPJ
abriu, em 2013, a base de dados do Justiça em Números a pesquisadores e estudiosos do assunto.
O
Justiça em Números, entretanto, é apenas uma das diversas ações do
Departamento de Pesquisas Judiciárias, que é chamado a contribuir com
estudos para as principais ações do Conselho Nacional de Justiça. Para
isso, o departamento firma acordos com outras instituições de pesquisa,
com universidades e estimula a comunidade acadêmica a elaborar estudos
relevantes para o Judiciário.
Dentre
essas iniciativas, destaca-se o trabalho realizado com a Coordenação de
Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), órgão do
Ministério da Educação. O DPJ/CNJ estabelece as linhas de pesquisa que
serão fomentadas, repassa os recursos e supervisiona as atividades
desenvolvidas e a Capes se encarrega de aplicar os recursos para
viabilizar o desenvolvimento das pesquisas. Em 2012, o CNJ e Capes
selecionaram 11 grupos de pesquisa vinculados a programas de mestrado e
doutorado de institutos de ensino superior no âmbito do Programa CNJ
Acadêmico. A parceria está em andamento e as pesquisas serão divulgadas
até 2015.
Os
acordos de cooperação técnica fazem parte das atribuições do
Departamento de Pesquisas Judiciárias (DPJ). O art. 38 do Regimento
Interno do CNJ assim dispõe: “Art. 38. Para a consecução dos objetivos
institucionais do DPJ, o CNJ poderá:
I
- estabelecer vínculos de cooperação e intercâmbio com quaisquer órgãos
e entidades públicas ou privadas, nacionais, estrangeiras ou
multinacionais, no campo de sua atuação;
II
- celebrar contratos com autoridades públicas nacionais ou estrangeiras
e pessoas físicas e jurídicas especializadas nos assuntos que lhe sejam
submetidos a exame.”
Rede de parceiros
Outro
importante projeto é fruto da doação do Banco Mundial ao CNJ. Foram US$
450 mil para financiar projeto de diagnóstico e consultoria para
fortalecimento do Judiciário dos estados. O trabalho será executado por
uma empresa contratada, sob a coordenação de um Conselheiro e supervisão
técnica do DPJ e da Diretoria Geral do CNJ.
Além
disso, o DPJ tem a atribuição de elaborar estudos e prestar assessoria
técnica aos comitês de trabalho, ao Plenário do Conselho e aos comitês
nacionais como o Comite
Gestor do Sistema de Estatística do Poder Judiciário e o Programa
Nacional de Gestão Documental e Memória do Poder Judiciário (Proname).
Fonte: Conselho Nacional de Justiça
Comentários
Postar um comentário