MP Militar oferece denúncia contra políciais militares por doação e venda de bens públicos
Os
policiais militares denunciados, são a coronel Ruth Léa Costa Guimarães
e o 1º Sgt Raimundo Nonato Sousa de Lima que de acordo com a denúncia
promovida pelo Ministério Público Militar, estão envolvidos em um
esquema de comercialização irregular de viaturas policiais a outros
Estados da Federação. No último dia (8) de maio, o promotor de justiça
Armando Brasil Teixeira ofereceu denúncia contra policiais militares
para apurar a venda irregular de viaturas policiais, requerendo o
seqüestro dos bens dos denunciados e a instauração imediata do Conselho
de Justificação para os oficiais e do Conselho de Disciplina aos praças
envolvidos nos fatos.
Segundo
as investigações o esquema se pautava na atuação direta de Ruth Léa
Costa Guimarães, Diretora de Apoio Logístico da Polícia Militar, que
após levantamento entre os batalhões militares do interior, averiguava
quais viaturas se encontravam paradas, precisando de pequenos reparos, e
os incluía numa lista de viaturas inservíveis, sem, contudo requerer da
Secretaria de Estado de Administração (Sead) uma equipe ou servidor que
atuasse como avaliador do bem.
Com
a relação em mãos, a coronel Ruth Léa acionava Nicanor Joaquim da Silva
e juntos davam início ao processo fraudulento de doação dessas viaturas
às instituições filantrópicas, como peças inservíveis, e as
comercializava no Estado de São Paulo, arrecadando quantias
significativas e repassando as instituições importâncias irrisórias.
De
acordo com as investigações Nicanor era o responsável por entrar em
contato com as Instituições Filantrópicas (Fundações), levar o Termo de
Doação e comercializar os veículos que eram transportados do Pará em
caminhões cegonha até São Paulo.
Para
subsidiar as investigações do MP a Justiça autorizou a escuta
telefônica e a quebra do sigilo bancário dos envolvidos revelando uma
ligação criminosa entre os mesmos que remonta à 2006, havendo inúmeras
conversas que explicitam o “esquema” criminoso de venda do patrimônio
público e de transações econômicas entre eles, inclusive com solicitação
de depósitos bancários na conta dos militares, em decorrência da
comercialização das viaturas.
Na
casa de outros envolvidos foram localizados documentos que comprovam as
transações realizadas e cadernos de anotações nos quais constam os
valores obtidos com as vendas irregulares, as transferências feitas aos
participantes e o tipo e modelo do veículo transacionado.
Por
sua condição de militar e conforme preceitua a Lei, os militares serão
julgado em separados dos civis envolvidos nos crimes e responderão na
justiça militar. Se condenados poderão pegar uma pena de até 15 anos.
Fonte: Ministério Público do Pará
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