MPRJ - Sócio de agência que vendia pacotes de viagem à Terra Santa é denunciado pela 27ª vez


A 4ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal da 2ª Central de Inquéritos de Niterói denunciou, pela 27ª vez, José Cláudio Figueiredo Costa, sócio majoritário da Golforio Viagens e Turismo LTDA-ME, pelo crime de estelionato. Ele é acusado de vender e não entregar pacotes de viagem à Terra Santa. Segundo a Promotoria, estima-se que 42 pessoas foram lesadas pelo denunciado e que o prejuízo das vítimas seja de cerca de R$ 700 mil.


De acordo com a Promotoria, para dar maior credibilidade ao pacote turístico, José Cláudio convenceu um pastor da Igreja Batista da Penha, em São Paulo, a ser o “líder espiritual” do passeio.

Diversos panfletos foram confeccionados para divulgar a viagem denominada “Caravana à Terra Santa da Igreja Batista da Penha-SP”, o que acabou atraindo muitos religiosos, em sua maioria aposentados. Segundo a denúncia, uma das pessoas lesadas contratou a agência Golforio para o passeio, que incluiria visitas a Egito, Grécia, Jordânia e Israel, pelo valor de R$ 10 mil. No pacote estavam incluídos ainda hospedagem, transporte e ingressos para visitação a pontos turísticos.

A lesada conta que, mesmo tendo depositado a quantia com antecedência, poucos dias antes da data da viagem recebeu a notícia do cancelamento, que não foi explicado de imediato pela agência. Ficou sabendo ainda que a passagem aérea não havia sido emitida por falta de pagamento. Depois, o denunciado explicou que o cancelamento seria em razão de “problemas operacionais”, mas acabou confessando que havia empregado o dinheiro para pagar dívidas particulares.

Cada crime de estelionato tem pena de um a cinco anos de reclusão, mas, na denúncia, a Promotoria requer a elevação da pena, argumentando que José Cláudio já foi denunciado pelo mesmo crime outras dezenas de vezes e que em todas se aproveitou da fé religiosa e da boa-fé dos lesados. Além dos processos criminais, o MP requereu diversas medidas cautelares, inclusive a interdição judicial do estabelecimento.

A Promotoria pede aos demais lesados que entrem em contato com o Ministério Público. As vítimas podem procurar a 4ª PIP, na Avenida Visconde de Sepetiba, 519, ou a Ouvidoria do MP, pelo telefone 127 ou pelo site. Para fazer a denúncia, basta fornecer a documentação relativa à viagem, recibos de pagamentos e documentos de transferências bancárias.

Fonte: Ministério Público do Rio de Janeiro

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