C.FED - Parlamentares defendem investimentos em prevenção de desastres naturais
A
Comissão Mista Permanente sobre Mudanças Climáticas realizou audiência
pública sobre desastres naturais, na última sexta-feira (30), na
Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc). O evento integra uma
série de debates promovidos pela comissão para levantar a realidade
ambiental dos estados e as medidas tomadas para reduzir os prejuízos
causados por eventos climáticos. o evento contou com a participação do
ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp.
A
presidente da comissão, senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM),
destacou que as pesquisas sobre mudanças climáticas indicam que eventos
extremos se tornarão cada vez mais frequentes, criando a necessidade de
se implantar uma política nacional de resposta a eventos extremos, com
foco na prevenção.
A
senadora enfatizou que Santa Catarina foi escolhida para sediar a
reunião pela sua experiência no combate aos efeitos de desastres
naturais. “Nosso País tem um passivo histórico em defesa civil, onde não
há ainda uma cultura de preparação. Precisamos modificar nossa forma de
pensar, indispensável para que possamos evitar que novos desastres
ocorram”, afirmou Vanessa.
Embora
ocupe apenas 1,2% do território nacional, Santa Catarina registra 13%
dos desastres naturais do País. Índice que preocupa as autoridades tanto
do estado quanto dos municípios das regiões mais atingidas.
Reparação x Prevenção
O
deputado Sarney Filho (PV-MA) ressaltou que em 2009 o País investiu 10
vezes mais recursos em reparação dos efeitos dos desastres do que na sua
prevenção, que, se recebesse mais verbas, poderia salvar milhares de
vidas. “Os eventos climáticos têm causado um número crescente de vítimas
a cada ano. Tragédias que poderiam ter sido evitadas, caso houvesse um
trabalho maior de orientação sobre as normas ambientais e de
monitoramento de áreas de risco, como encostas de morros e margens de
rios”, observou.
Governador
de Santa Catarina em 1983, ano em que as águas cobriram por mais de um
mês 65% do território do estado, desabrigando aproximadamente 300 mil
pessoas, o deputado Esperidião Amin (PP-SC) afirmou que, além de
prejuízos, os eventos climáticos extremos podem trazer ensinamentos.
Segundo ele, além de ter resultado em investimentos para realização de
obras estruturais, a enchente marcou a necessidade da criação de planos
diretores nos municípios e o aprimoramento dos órgãos de defesa civil.
Também
participaram do debate a deputada estadual Angela Albino (PCdoB); o
secretário nacional de Acessibilidade e Programas Urbanos do Ministério
das Cidades, Leodegar Tiscosti; o deputado Celso Maldaner (PMDB-SC); o
secretário de Políticas e Programas do Ministério de Ciência, Tecnologia
e Inovação, Carlos Nobre; o representante da Fundação do Meio Ambiente
(Fatma), tenente-coronel Márcio Luiz Alves; o diretor de Prevenção da
Secretaria Estadual de Defesa Civil de Santa Catarina, major Fabiano de
Souza; o professor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Juan
Antonio Altamirano Florese; e o diretor do Instituto Nova Acrópole,
Roberto Pértile.
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