Senado torna crime de tortura violência contra a mulher
Casa
aprovou ainda o atendimento especializado no SUS às vítimas de
violência, a garantia de benefício temporário da Previdência e a
exigência de rapidez na análise do pedido de prisão preventiva para o
agressor
O
Senado aprovou nessa quinta-feira, 29, por unanimidade, quatro projetos
sugeridos pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Violência
contra a Mulher, entre eles o que classifica a violência doméstica como
crime de tortura.
A
mesma proposta estabelece que também estará incurso no mesmo crime
quem, em qualquer relação familiar ou afetiva, independente de
coabitação, submete alguém à situação de violência ou grave ameaça, a
intenso sofrimento físico ou mental como forma de exercer domínio.
Todos
os projetos foram apresentados à presidente Dilma Rousseff na última
terça-feira, durante cerimônia em que lhe foi entregue a conclusão do
relatório da CPI da Violência contra a Mulher.
Além
da classificação da violência contra a mulher como crime de tortura, o
Senado aprovou o atendimento especializado no Sistema Único de Saúde
(SUS) às mulheres vítimas de violência, a garantia de benefício
temporário da Previdência a elas e a exigência de rapidez na análise do
pedido de prisão preventiva para os agressores.
Os
projetos aprovados pelo Senado seguem agora para o exame da Câmara dos
Deputados. A CPI da Violência contra a Mulher realizou seu trabalho
durante um ano e seis meses e verificou que a ausência do Estado é um
dos fatores que causam a violência doméstica.
Outros
três projetos relativos à segurança da mulher foram encaminhados à
Comissão de Constituição e Justiça. Entre eles, o que estabelece o
feminicídio (matar a mulher) como agravante de homicídio; o que cria o
Fundo Nacional de Enfrentamento à Violência Contra as Mulheres e o que
destina parte dos recursos do Fundo Penitenciário Nacional à manutenção
de casas de abrigo que acolham vítimas de violência doméstica.
Fonte: Jornal O Estado de São Paulo
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