S.FED - Emenda que aumenta recursos da União para a saúde será votada separadamente
Há
cerca de uma hora e meia que o Plenário começou a analisar os
requerimentos de destaques para votação em separado apresentados ao
texto base da PEC do Orçamento Impositivo, aprovada em primeiro turno na
última terça-feira (5). Nesse período, já foram rejeitados quatro dos
oito pedidos de votação em separado de trechos do texto principal da
PEC.
Houve
muito debate sobre o pedido apresentado pelo senador Aloysio Nunes
Ferreira (PSDB-SP) para votar em separado a emenda do senador Cícero
Lucena (PSDB-PB). Este quer garantir a aplicação progressiva, pelo
governo federal, de um percentual da Receita Corrente Líquida na Saúde.
Pela emenda dele, em 2014 seriam aplicados 15% e em 2017, esse índice
chegaria a 18%.
Diante
da polêmica em torno dessa emenda, houve questionamentos sobre a
análise desse item por votação simbólica. Nesse tipo de votação, o voto
dos líderes representa o total de votos dos seus liderados. Assim,
conforme explicou o presidente Renan Calheiros (PMDB-AL), só o líder do
Bloco Parlamentar da Maioria, senador Eunício Oliveira (PMDB-CE) e do
Bloco de Apoio ao Governo, senador Wellington Dias (PT-PI), representam
52 votos.
Mas
vários senadores questionaram esse mecanismo. Com um pedido de
verificação de quórum apresentado pelo senador Aloysio Nunes Ferreira
(PSDB-SP), o Plenário acabou analisando esse pedido de destaque em
votação nominal. Por 39 a 28, foi aprovado o pedido de destaque. Mas o mérito da emenda será votado em outro momento a ser definido pela Mesa.
Já
o pedido do senador Francisco Dornelles (PP-RJ) foi rejeitado. Ele
queria retirar a palavra “públicos” de um dos artigos da PEC para evitar
entidades de saúde privadas, como o Hospital Albert Einstein, ou
filantrópicas, como as Santas Casas de Saúde, e que realizam
atendimentos médicos de natureza pública recebam emendas parlamentares.
Mas o relator, senador Eduardo Braga (PMDB-AM), afirmou que todas as
entidades que são conveniadas ao SUS e que fazem serviços públicos de
saúde não serão prejudicadas.
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Exatamente por estarmos tratando de recursos públicos, não podemos
deixar aqui a abertura para que recursos públicos sejam aplicados em
saúde privada, esclareceu Braga.
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