Comissão debaterá projeto que proíbe motos de circular nos corredores entre carros
O
projeto que proíbe a circulação de motos nos corredores entre outros
veículos nas pistas será debatido em audiência pública da Comissão de
Desenvolvimento Urbano nesta quarta-feira (24), às 11 horas. Outro
assunto da reunião será a qualidade dos serviços de treinamento
prestados pelas autoescolas.
O
deputado Alberto Filho (PMDB-MA) pediu a discussão sobre o Projeto de
Lei 1517/11, do deputado Newton Lima (PT-SP), que proíbe motos,
motonetas e outros ciclomotores de transitar entre a calçada e os
veículos ou entre veículos de faixas adjacentes, no chamado corredor. A
proposta também exige a criação, sempre que possível, de faixas
exclusivas para motos.
Alberto
Filho chama a atenção para o grande número de mortes no trânsito no
Brasil, muitas delas em acidentes envolvendo motociclistas, e por isso
sugere um debate aprofundado do projeto, para que o problema seja
enfrentado “de maneira firme e eficaz”.
As
mortes no trânsito também foram a motivação para o deputado Sérgio
Moraes (PTB-RS) solicitar uma audiência sobre as autoescolas. Ele
relaciona o grande número de acidentes, tanto em rodovias quanto dentro
das cidades, à preparação inadequada dos motoristas, assim como às más
condições das pistas.
Para debater esses temas, foram convidados:
-
o coordenador geral de Operações Rodoviárias do Departamento Nacional
de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Romeu Scheibe Neto;
- o assessor do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) Dilson de Almeida Souza;
-
o técnico de Planejamento e Pesquisa na Diretoria de Estudos e
Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais do Instituto de Pesquisa
Econômica Aplicada (Ipea) Carlos Henrique Ribeiro de Carvalho;
- a professora da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP) Maria Helena Prado de Mello Jorge;
- o representante da Federação dos Motociclistas Autônomos (Fenamoto) Luís Carlos Garcia Galvão;
- o representante da Federação Nacional dos Motociclistas Profissionais (Fetramoto) Reivaldo Alves de Morais;
- e um representante da Companhia de Engenharia de Tráfego de São Paulo (CET).
Fonte: Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor
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