Trabalho debate regulamentação das profissões de árbitro e mediador
A
Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público promove
audiência pública, na quarta-feira (24), para discutir o Projeto de Lei
4891/05, do deputado Nelson Marquezelli (PTB-SP), que regula o exercício
das profissões de árbitro e mediador.
O
evento foi solicitado pelo deputado André Figueiredo (PDT-CE), que é
relator da proposta na comissão. Ele lembra que a arbitragem e a
mediação são métodos extrajudiciais de solução de conflitos mediante o
diálogo.
“É
um processo autocompositivo, isto é, as partes, com o auxílio do
árbitro ou do mediador, superam o conflito sem a necessidade de uma
decisão externa, proferida por outrem que não as próprias partes
envolvidas na controvérsia”, destaca Figueiredo. Na mediação/arbitragem,
“as soluções surgem espontaneamente, reconhecendo-se que a melhor
sentença é a vontade das partes”.
A
Lei da Arbritagem (9307/96) prevê que qualquer pessoa capaz e maior de
idade, que tenha a confiança das partes, pode ser árbitro. O árbitro é
juiz de fato e de direito, e a sentença que proferir não fica sujeita a
recurso ou a homologação pelo Poder Judiciário. No entanto, apesar de
previstas na lei, as duas profissões ainda não foram regulamentadas.
Convidados
Foram convidados para debater o tema com os parlamentares:
- o presidente da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho
(Anamatra), Renato Henry Santanna;
- o presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), desembargador Henrique Nelson Calandra;
-o presidente da Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (Conamp), César Bechara Nader Mattar Júnior;
-
o promotor de Justiça e coordenador dos Núcleos de Mediação Comunitária
do Ministério Público do Ceará, Francisco Edson de Sousa Landim;
- o mediador de Justiça do Núcleo Comunitário de Bom Jardim em Fortaleza-CE José
Lisboa da Silva; e
-
a supervisora do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de
Conflitos e Cidadania, do Tribunal de Justiça do Ceará, desembargadora
Maria Nailde Pinheiro Nogueira.
A audiência ocorrerá no Plenário 12, a partir das 14h30.
Fonte: Câmara dos Deputados Federais
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