MP ajuíza ação para Estado realizar reparos em escola estadual
O
Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), por intermédio da 4ª
Promotoria de Justiça, com atribuição em Educação, ingressou com ação
civil pública, com pedido de tutela antecipada, na Vara da Infância e da
Juventude na Comarca de Mossoró para que o Estado seja obrigado a
realizar obras de reparos na Escola Estadual Francisco Antônio de
Medeiros.
A instituição de ensino encontra-se com uma série de problemas que colocam em risco a integridade física de cerca de 300 alunos.
Na
Ação, o Promotor de Justiça Hercy Ponte pede que haja o remanejamento
de verbas de publicidade institucional do Governo do Estado para serem
aplicadas na recuperação da escola, caso o Estado não possua os recursos
financeiros suficientes para a reforma no ano em exercício.
“O MP vem investigando e tentando solucionar, amigavelmente as irregularidades na estrutura física da escola desde 2005”,
destacou o Promotor de Justiça, ressaltando no texto da ação que “a
Secretaria de Estado da Educação e Cultura optou por não viabilizar
soluções, o que, inarredavelmente, demonstra a culpa do Estado na
perseverança deste problema, bem como sua falha no cumprimento dos
deveres para com a Educação e a sociedade”.
Irregularidades
A
instauração de um Procedimento Administrativo, datada em 25/05/2005,
aconteceu após denúncias sobre a falta de espaço adequado para a prática
de Educação Física. A partir disso, foram constatados diversos
problemas, como: infiltrações sobre várias partes das lajes (causando
condução de corrente elétrica pelas paredes úmidas); fiação elétrica
desencapada dentro das salas de aula, no pátio de recreação e em locais
de extremo risco); não há quadra esportiva (há um campo com invasão com
mato e lixo); oxidação de ferragens; edificação sem acessibilidade, além
de inexistência de projeto contra incêndio e pânico e do Habite-se,
entre outros.
No decorrer destes quase oito anos, o Corpo de Bombeiros emitiu quatro relatórios de
vistoria e em todos eles foram verificadas as mesmas irregularidades. A
constatação ainda foi corroborada por perícia realizada por um
engenheiro civil. No período, a Secretaria chegou a realizar serviços de
melhorias. No entanto, vários problemas persistiram.
Fonte: Ministério Público do Rio Grande do Norte
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