TRF4 - Projeto social da Justiça Federal da 4ª Região promove a ressocialização de apenadas de Criciúma
Com
esse objetivo, a Vara Federal Criminal e de Execuções Fiscais e Juizado
Especial Federal Criminal da Subseção Judiciária de Criciúma (SC) vem
desenvolvendo o projeto social “Mãos que Criam”.
Criado
a partir de um convênio entre a Vara Federal e a Universidade do
Extremo Sul de Santa Catarina (UNESC), o projeto “Mãos que Criam” foi
uma iniciativa do juiz federal Marcelo Cardozo da Silva, ex-titular da
vara. Atualmente, é coordenado pelo juiz federal titular Germano
Alberton Junior e pelo juiz substituto Daniel Raupp, com a
responsabilidade técnica da psicóloga Edilene Colonetti de Souza.
A
ação promove a ressocialização de apenadas do Presídio Santa Augusta,
na cidade de Criciúma. Elas confeccionam e comercializam produtos
artesanais. As participantes são capacitadas profissionalmente,
aprendendo técnicas artísticas como o “patchwork”, para a produção de
artesanatos. O material é vendido em uma loja do comércio local e no
shopping da cidade, numa parceria com a iniciativa privada.
Ressocialização
De
acordo com o juiz Daniel Raupp, a receita obtida com a venda dos
produtos é utilizada para compra do material usado nas oficinas de
artesanato. O montante restante é repartido entre as apenadas do
projeto. Ele também destaca que a participação pode reduzir o tempo de
pena. “A remição da pena é decidida pelo juiz da execução. A lei
determina que a contagem seja feita na proporção de um dia reduzido para
cada três dias de trabalho”, esclarece.
O
“Mãos que Criam” dispõe de 25 vagas para presas no regime fechado e
semiaberto. As participantes são selecionadas pela direção do presídio
de acordo com o interesse que manifestam e com o bom comportamento que
apresentam. Desde o início do projeto, 86 mulheres já foram
beneficiadas. Também há a previsão de, futuramente, ampliar o número de
vagas para 30.
Raupp
também explica que outro aspecto importante da ação é disponibilizar um
acompanhamento psicológico posterior para as participantes do regime
semiaberto. Hoje, existem seis apenadas nessa condição.
Para
o juiz federal Germano Alberton, a avaliação do projeto é bastante
positiva. “A atividade desempenhada pelas apenadas está, de fato,
colaborando para que elas tenham uma oportunidade real de reinserção na
sociedade quando deixarem o presídio. Esse é o principal benefício que o
“Mãos que Criam” tem proporcionado”, analisa.
Já
o magistrado Daniel Raupp salienta que “além de auxiliar na
ressocialização e oportunizar a capacitação profissional, a iniciativa
também favorece o bom convívio no cárcere”.
O
projeto social foi apresentado ao desembargador federal do Tribunal
Regional Federal da 4ª Região (TRF4) Joel Ilan Paciornik, então
vice-corregedor regional da Justiça Federal da Região Sul, em visita à
Vara de Criciúma.
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